Descoberta na África do Sul, segunda mutação do coronavírus é semelhante à britânica

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Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) aborda os desafios colocados ao mundo pela nova variante do vírus descoberta no Reino Unido, chega nesta quarta-feira (23) a notícia de outra mutação do SARS-CoV-2 da África.

Cientistas europeus concluíram que a vacina da Pfizer é segura
A descoberta da mutação não enfraquece a eficácia das vacinas aprovadas, dizem especialistas

O alarme vem do Reino Unido, que impôs restrições às chegadas da África do Sul. Isso logo depois de detectar dois casos de pessoas com a “segunda variante” considerada altamente preocupante pelas autoridades. A variante sul-africana é chamada de 501.V2.

“E graças à impressionante capacidade dos sul-africanos que detectamos dois casos de outra nova variante do coronavírus aqui no Reino Unido. Ambos são de pessoas que viajaram da África do Sul na semana passada”, disse o secretário de Saúde britânico, Matt Hancock.

Como resultado, o Reino Unido ordenou que novos casos da mutação 501.V2 fossem colocados em quarentena e impôs restrições imediatas às viagens da África do Sul. “Qualquer pessoa que tenha estado na África do Sul nos últimos 15 dias que tenha mantido contato próximo de alguém deve entrar em quarentena imediatamente”, acrescentou o secretário.  

A mutação 501.V2

As autoridades de saúde africanas já haviam informado os órgãos competentes sobre a mutação. A variante 501.V2 foi identificada pela primeira vez na Baía de Nelson Mandela, na costa leste, e se espalhou rapidamente para o resto do país. Ao todo, mais de 50 unidades de saúde coletaram 200 amostras da variante que surgiu na África do Sul. 

Em efeitos, a mutação é muito semelhante ao britânico. Já em comparação com o vírus original presente na África do Sul, a variante parece ser mais contagiosa, e domina as infecções da segunda onda.

Por que as mutações são perigosas?

De fato, a variante da África não é a mesma de Londres, chamada N501Y, mas há semelhanças. Ambas compartilham a mesma alteração na proteína de pico na posição 501. 

Além disso, é provável que as infecções pela nova variante evolua de maneira semelhante em diferentes partes do mundo. Isso porque, segundo especialistas, a nova mutação tem maior capacidade de difusão e contagiosidade.

Por enquanto, na África do Sul, a mutação não parece ser mais letal, nem está em posição de enfraquecer a eficácia das vacinas aprovadas, afirma a comunidade científica. A Pfizer expressou confiança na capacidade de sua vacina de proteger contra a primeira variante descoberta no Reino Unido, citando a “flexibilidade” do mRNA. Em suma, não está claro como a segunda variante é diferente da primeira e se também seria suscetível à vacina.

De acordo com especialistas, o coronavírus sofre relativamente pouca mutação, mas por ser pandêmico, as pequenas variações se multiplicam. E isso não acontece apenas em humanos, pois o SARS-CoV-2 também pode infectar mamíferos e retornar ao homem em diferentes formas. É o caso dos visons, uma espécie semelhante aos furões.

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