Defesa de Moro pede depoimento de Ramagem sobre interferência na PF

De acordo com a defesa, o pedido leva em consideração as informações de que a Abin teria produzido relatórios para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro

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A defesa do ex-ministro Sergio Moro quer que o Supremo Tribunal Federal (STF) realize um novo depoimento com o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, no inquérito que apura a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) na Polícia Federal (PF).

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De acordo com a defesa, o pedido, realizado na sexta-feira (18) leva em consideração as informações de que a Abin teria produzido relatórios para auxiliar a defesa do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ).

O caso foi revelado pela revista “Época” e seria uma tentativa de anular as investigações do caso das “rachadinhas”. Segundo os advogados de Sergio Moro, esses documentos podem ter sido repassados diretamente de Ramagem para a defesa de Eduardo Bolsonaro.

moro e ramagem
De acordo com a defesa, o pedido leva em consideração as informações de que a Abin teria produzido relatórios para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro. (Foto: reprodução)

Segundo a defesa de Moro, Ramagem já negou em depoimento no inquérito da suposta interferência na PF que Bolsonaro tenha pedido qualquer relatório de inteligência sobre investigações em andamento. Agora, essa solicitação será analisada pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.

Defesa de Moro relembra reunião ministerial

Na fundamentação, a defesa de Sergio Moro relembra que, durante reunião ministerial do dia 22 de abril, o presidente manifestou sua vontade em substituir o diretor-geral da Polícia Federal, indicando, como substituto, o atual chefe da ABIN e possível envolvido nos relatórios indicados pela matéria da “Época”.

“A junção das circunstâncias relacionadas, mesmo que se tratem, apenas de notícias jornalísticas, endossa e reforça a imprescindibilidade de novo depoimento do dr. Alexandre Ramagem – apontado pela imprensa como possível subscritor ou autor dos mencionados relatórios – bem como a requisição de cópia destes mesmos relatórios”, disseram os advogados.

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