Crivella é preso em operação no Rio de Janeiro

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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), foi preso na manhã desta terça-feira (22) em operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e da Polícia Civil do estado.

O político foi preso em sua casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, por volta das 6h. Ele foi levado diretamente para a Cidade da Polícia, na Zona Norte. Conforme informações do G1, antes de entrar na delegacia, “Crivella disse que foi o prefeito que mais combateu a corrupção e que espera por justiça”.

Marcelo Crivella
Marcelo Crivella é preso após protagonizar esquema de corrupção na prefeitura do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Ele tem menos de 10 dias de mandato à frente da Prefeitura. Em novembro, perdeu a eleição municipal para o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), que assume o cargo no primeiro dia de 2021. Como o vice-prefeito dele, Fernando McDowell, morreu em maio de 2018, quem assume a prefeitura enquanto o prefeito estiver preso é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felipe (DEM).

A ação é um desdobramento da operação Hades, que investiga um suposto “QG da Propina” na Prefeitura do Rio de Janeiro. De acordo com informações do G1, outros mandados de prisão estão sendo cumpridos. Além de Crivella, a polícia prendeu o empresário Rafael Alves, o delegado aposentado Fernando Moraes e o tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo.

O ex-senador Eduardo Lopes também é alvo da operação, mas a polícia não o encontrou em sua casa no Rio de Janeiro. Quando Crivella foi eleito prefeito em 2016, Eduardo Lopes herdou o cargo de senador do estado pelo Republicanos. Ele também foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento do governador afastado Wilson Witzel.

Todos os presos vão passar por uma audiência de custódia às 15h para que a legalidade do procedimento seja avaliada, segundo determinação de Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Crivella investigado

Investigações apontam que o prefeito do Rio de Janeiro é protagonista de um esquema de corrupção na cidade.

O prefeito teve o celular apreendido na operação Hades, responsável pela investigação do suposto “QG da Propina” montado na administração municipal. Os investigadores apontam que Rafael Alves, irmão do ex-presidente da Riotur, é outra peça principal do esquema, mesmo não exercendo nenhum cargo público. Os acusados negam as alegações.

Logo após investigações, o PSOL encaminhou um pedido de impeachment. O partido também protocolou um pedido de impeachment no caso dos “Guardiões do Crivella”. Os vereadores rejeitam o documento.

Na semana passada, o Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou Crivella por abuso de poder político e conduta proibida no caso “Guardiões do Crivella”. Além do prefeito, o MP denunciou a candidata a vice na chapa dele na candidatura à reeleição, a tenente-coronel Andrea Firmo, e o assessor especial Marcos Luciano.

Reações

Após a prisão de Crivella, o prefeito eleito Eduardo Paes disse que já entrou em contato com o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe (DEM), para manter o trabalho de transição.

“Conversei nessa manhã com o presidente da Câmara de Vereadores Jorge Felippe para que mobilizasse os dirigentes municipais para continuar conduzindo suas obrigações e atendendo a população. Da mesma forma, manteremos o trabalho de transição que já vinha sendo tocado”, escreveu Paes no Twitter.

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