Crise da pandemia causou perda de 2,5% do PIB no primeiro semestre

Despesa primária cresceu 40,3%; impacto da crise da pandemia do novo coronavírus foi analisado por levantamento da IFI, divulgado hoje (17)

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Nesta segunda-feira (17), a Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou levantamento que analisou o impacto da crise da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o estudo, a perda de receita líquida da União decorrente da crise econômica somou 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Nesse sentido, a IFI, órgão consultivo do Senado, informou que a despesa primária total cresceu 40,3%, acima da inflação, no período. Entre os gastos estão as medidas emergenciais de combate à pandemia do novo coronavírus.

Conforme os dados apresentados, o primeiro lugar nos gastos dos recursos para o combate à pandemia é do pagamento do auxílio emergencial. Em seguida, vem a ajuda financeira a estados e município. Logo após, estão os gastos em ações de saúde, seguido pelo pagamento do Benefício Emergencial e o aporte do Tesouro Nacional para o socorro de empresas. Por fim, destaca-se o financiamento da folha de pagamento, que não teve muita adesão.

Crise da pandemia no segundo semestre

Por outro lado, a IFI melhorou a projeção para o PIB para o segundo trimestre. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Segundo levantamento do órgão, a economia encolheu 8,8% de abril a junho por conta da crise da pandemia. Anteriormente, a previsão era de recuo de 10,6%. A estimativa para o ano não foi alterada, permanecendo em contração de 6,5%.

Contudo, a dívida bruta do governo geral aumentou 9,7% nos seis primeiros meses de 2020, encerrando junho em 85,5% do PIB. A IFI manteve a projeção de que o indicador encerrará o ano em 96,1%, contra 75,8% no fim do ano passado. A dívida bruta é o principal parâmetro internacional para avaliar o endividamento de um país.

Todavia, a instituição acredita que a piora das contas públicas decorrente da crise da pandemia não representa um risco em si. O problema, segundo o órgão, está na recuperação da economia após o fim da crise. O relatório defendeu a manutenção do teto federal de gastos como elemento para garantir a confiança em relação aos rumos da economia.

“A preocupação maior reside na incerteza quanto ao pós-crise. Desde já, discute-se a relevância de o governo dar sinalizações claras em relação ao compromisso com o retorno a um modelo de ajuste fiscal que permita restabelecer as condições mínimas de sustentabilidade da dívida pública. Neste contexto, o teto de gastos exerce papel importante”, destacou o relatório da IFI.

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(com informações da Agência Brasil)
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