Crescimento do coronavírus no Brasil não acontece por acaso

Faculdade de Medicina da USP tem feito análises para esclarecer os porquês

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O controle da curva de mortes e de casos do coronavírus, registrado desde o último mês, fez com que parte da população criasse a ideia de mais segurança. Porém, nos últimos dias, a quantidade de novos óbitos e de casos confirmados está aumentando novamente, de acordo com as informações do consórcio de imprensa e do Ministério da Saúde.

Ainda que a população agora esteja um pouco mais habituada aos cuidados de saúde necessários para se proteger da COVID-19, isso também pode contar como um fator para que os brasileiros fiquem mais desligados e abram brechas para a contaminação, mesmo em tarefas do dia a dia.

A Faculdade de Medicina da USP, localizada em Ribeirão Preto, faz parte de um estudo que está tentando esclarecer os porquês desse aumento tão sensível.

A primeira razão para que o Brasil esteja registrando mais mortes e mais casos confirmados é o fato de o Centro-Oeste e o Sul do país estarem enfrentando um surto intenso da doença. Há alguns meses, praticamente não se ouvia falar de casos na região Sul do Brasil, mas essa circunstância tem sido mudada e cada vez mais gaúchos se infectam com o coronavírus.

O aumento das contaminações nas cidades do interior também coopera para que os números fiquem mais altos. Se o interior não estivesse registrando tantos casos, os índices brasileiros seriam melhores, já que as regiões metropolitanas têm vivenciado uma desaceleração de contágio.

O Estado de Minas Gerais por si só também foi mencionado pela Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto como um dos principais responsáveis pela alta de mortes e de casos brasileiros.

Isso porque, há semanas, os índices mineiros relacionados a COVID-19 aumentaram de forma drástica, fazendo com que comércios que já estavam abertos tenham sido fechados e não haja previsão para que eles voltem a funcionar.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil hoje (31) tem 91.416 mortes e um aumento de 1.129 nas últimas 24h, com 2.614.662 casos confirmados.

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