Cresce número de contaminados pelo novo coronavírus nos presídios brasileiros

Cresce 82% número de casos de covid-19 no sistema prisional

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A princípio houve um aumento no número de infectados no sistema prisional brasileiro. O acompanhamento é uma iniciativa do departamento de monitoramento e fiscalização do sistema carcerário e do sistema de execução de medidas socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça (DMF/CNJ). Além disso, é o único em escala nacional que traz dados sobre contágios e óbitos também entre servidores e sobre a situação da pandemia no sistema socioeducativo.

Dessa forma, são 26 estados que têm referências sobre recursos disponíveis para o enfrentamento à Covid-19 em estabelecimentos prisionais, dentre eles: equipamentos de proteção individual (EPIs), alimentação, fornecimento de água e material de higiene e limpeza, além de medicamentos e equipes de saúde.

Ainda assim, 21 unidades do país apontam que realizam atividades para acompanhamento e combate à propagação da doença. Em relação à destinação das verbas de penas pecuniárias para o combate à pandemia, 21 estados comunicaram a adoção da medida.

Contágios e óbitos 

De acordo com o CNJ, um levantamento aponta 2.036 novos casos de coronavírus entre pessoas privadas de liberdade e 524 entre servidores na última semana. Sendo a maior concentração desse aumento nos estados de Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Santa Catarina, além de São Paulo.

No caso do sistema socioeducativo, somente nesta semana foram registrados 306 novos casos  de coronavírus entre servidores e 50 entre reeducandos. O monitoramento identifica um crescimento substancial de registros entre trabalhadores das unidades no estado de São Paulo, que passou  a adotar a busca ativa por assintomáticos.

Contudo, em cada edição o boletim traz um ponto extensivo acerca do contexto da pandemia. Nesse sentido, dois pontos merecem mais atenção: o tamanho das populações privadas de liberdade e os respectivos quadros de servidores desses estabelecimentos. Bem como, a medida de testagem adotada por cada unidade.

Logo, as unidades federativas que adotaram políticas de testagem em massa, capazes de diagnosticar casos mesmo entre indivíduos assintomáticos, invariavelmente apresentarão números maiores de detecções do que as demais unidades que não realizaram os testes em massa.

Com informações da assessoria de imprensa do CNJ.

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