CPI: Wajngarten argumenta que Pfizer não ofereceu 60 milhões de doses

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Os senadores estão realizando a CPI da Covid-19 e nesta quarta-feira (12), compareceu Wajngarten, ex-chefe da Secom. Ele abordou sobre quais as relações que tinha com o presidente Bolsonaro e as pressões que teve durante o governo. 

Afirmou, em seu depoimento, que a Pfizer não ofereceu 60 milhões de doses para o Brasil como é afirmado na mídia, mas que o número é menor. “As propostas da Pfizer, no começo das conversas, falavam em irrisórias 500 mil vacinas”, disse. 

Argumenta, entretanto, que as propostas da desenvolvedora demoraram mais de 2 meses para que fossem recebidas. A carta enviada foi também acessada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo vice-presidente, Mourão. De acordo com Wajngarten, receberam o documento em setembro e responderam somente no mês de novembro. 

Sessão foi suspensa – CPI

O presidente da CPI argumentou que Wajngarten estava mentindo em seu depoimento e disse que ninguém era “imbecil”. Houve discussão nos intervalos e a sessão foi suspensa por 5 minutos.  

O ex-chefe disse, entretanto, em suas entrevistas que o presidente não pode ser penalizado visto que recebeu as informações erradas sobre os casos e que isso teria causado desorientação. 

“O presidente sempre disse que compraria toda e qualquer vacina uma vez aprovada pela Anvisa”, limitou-se a dizer Wajngarten.

Argumentou que Bolsonaro sempre afirmou que iria comprar todas as vacinas mas que houveram atrasos para a resposta visto que a eficácia não tinha sido comprovada pela Anvisa. 

Aziz  disse que a demora da sessão era porque ele estava mentindo e que isso não deveria acontecer: “E aí ele está aqui tangenciando sobre as perguntas, depois a gente toma uma medida mais radical e aí vão dizer que nós somos isso e aquilo, por favor, não menospreze a nossa inteligência, ninguém é imbecil aqui.”

 Aziz realizou algumas ameaças e disse que se o ex-chefe não fosse o mais objetivo possível, iria ser suspenso da comissão e que voltaria para ela sendo investigado. 

Nesta semana também devem ocorrer outras interrogações. Pazuello é o único ministro da Saúde que ainda não compareceu e argumentou que estava infectado com a Covid-19. 

 

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