CPI da Covid: Aziz ameaça pedir condução coercitiva de Carlos Wizard

Defesa diz que o empresário está nos EUA acompanhando tratamento médico de um familiar

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Nesta terça-feira (15), em sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), informou que o pedido de depoimento remoto de Carlos Wizard foi rejeitado e ameaçou pedir condução coercitiva para que o empresário preste depoimento pessoalmente.

A convocação presencial de Wizard está confirmada para esta quinta (17). Caso o empresário não compareça e não apresente um motivo justo, Aziz afirmou que pode pedir a condução coercitiva.

“Esclareço que aqueles que forem regularmente intimados e se negarem a comparecer para depor perante esta CPI terão a sua intimação solicitada ao juiz criminal da localidade em que residam ou se encontrem, nos termos dos artigos 218 e 219 do Código de Processo Penal”, explicou o senador Aziz.

“Se o ‘seu’ Carlos Wizard não comparecer na quinta, iremos tomar as devidas providências em relação ao que eu li há pouco”, disse.

De acordo com o artigo 218 do Código de Processo Penal, se a testemunha intimada não comparecer e não apresentar motivo, o juiz poderá “requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja conduzida por oficial de justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública.”

Já o artigo 219 prevê multa “sem prejuízo do processo penal por crime de desobediência, e condená-la ao pagamento das custas da diligência”.

Defesa alega que Wizard não pode prestar depoimento presencial à CPI da Covid

Membros da CPI da Covid desconfiam que Carlos Wizard tenha participado do chamado “gabinete paralelo”, que aconselharia o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre assuntos relacionados à pandemia de Covid-19.

Advogados do empresário alegam que Wizard não pode prestar depoimento presencial, pois, desde o dia 30 de março, ele está nos Estados Unidos “acompanhando tratamento médico de familiar”. Caso volte para depor, o empresário bolsonarista pode ter problemas para retornar aos EUA por conta das barreiras sanitárias instaladas para prevenir a entrada de novas variantes do coronavírus no país.

Durante a sessão da CPI desta terça, o presidente Omar Aziz explicou que o depoimento precisa ser presencial, porque só assim é possível garantir que as respostas serão espontâneas e livres de interferência externa.

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