CPI da Covid-19: religioso que negociou vacinas pelo triplo do preço é convocado para depor

O valor das vacinas negociadas por Amilton, atualmente presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, era de US$ 11

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Senadores que compõem a CPI da Covid-19 aprovaram, nesta quarta-feira (07), um pedido para que Amilton Gomes de Paula compareça à Comissão para depor. Assim como publicou o Brasil123, em março deste ano, o religioso recebeu aval do Ministério da Saúde para negociar a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca.

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Esse aval, de acordo com as informações, teria acontecido em nome do governo brasileiro. Segundo Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid-19, o valor das vacinas negociadas por Amilton, atualmente presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), era de US$ 11.

“Três vezes mais do que o Ministério da Saúde pagou em janeiro a um laboratório indiano. O valor também é bem maior do que o mencionado pelo policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que se identifica como intermediário entre a Davati e o Ministério da Saúde na mesma negociação de 400 milhões de doses. Ele informou que o valor da vacina vendida era de US$ 3,50”, argumentou Randolfe.

O valor das vacinas negociadas por Amilton, atualmente presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, era de US$ 11
O valor das vacinas negociadas por Amilton, atualmente presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, era de US$ 11. (Foto: reprodução

Mais convocações 

Além da convocação do religioso, os senadores também aprovaram a convocação do servidor do Ministério da Saúde William Amorim Santana. Ainda de acordo com Randolfe Rodrigues, esse servidor “tem conhecimento de informações relevantes” sobre o contrato celebrado entre a União e a empresa indiana Bharat Biotech para a compra de 20 milhões de doses do imunizante Covaxin.

A comissão também chamou para depor a diretora-executiva da VTCLog, Andreia Lima. A empresa em que ela trabalha foi contratada pelo Ministério da Saúde para receber, armazenar e distribuir as vacinas contra a Covid-19.

Por fim, Randolfe revelou que outros nomes não foram aprovados pelos senadores e, por isso, não serão chamados a depor. “Não houve consenso entre os senadores sobre a aprovação dos outros requerimentos. É preciso poupar as sessões deliberativas”, disse o senador, que finalizou afirmando que “o que determina a análise dos requerimentos é a dinâmica da investigação”.

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