CPI da Covid-19: número de pessoas investigadas pode chegar a dez

Quando uma pessoa se torna investigada é possível aprofundar a apuração, uma vez que facilita, por exemplo, a requisição de documentos e a realização de buscas e apreensões

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O número de pessoas que passarão de testemunhas para investigados poderá chegar a dez, afirmou o relator da CPI da Covid-19, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). A declaração do parlamentar aconteceu na manhã desta terça-feira (15) após ele ter se reunido com o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) – outros integrantes também estiveram no encontro.

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De acordo com Renan Calheiros, quatro nomes já podem ser revelados, sendo eles:

  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde;
  • Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores;
  • Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo;
  • Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde.

Na segunda (14), Renan Calheiros já havia dito que entre os nomes fortes para serem investigados estavam Pazuello, Ernesto Araújo e Fabio Wajngarten.

De testemunha para investigado

Segundo o senador, o fato de uma pessoa passar de testemunha para investigada permite que as apurações sejam aprofundadas, visto que, por exemplo, a CPI pode solicitar documentos e também pedir a realização de buscas e apreensões.

“Eu vou comunicar ao presidente da CPI que estamos fazendo essa classificação, a partir desse comunicado. E qualquer procedimento, a posteriori, a pessoa será tratada nessa condição”, disse Renan Calheiros, que ainda explicou que a mudança de status de testemunha para investigado não necessita de votação.

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Renan Calheiros explica que, quando uma pessoa se torna investigada, é possível aprofundar a apuração, uma vez que facilita, por exemplo, a requisição de documentos e a realização de buscas e apreensões. (Foto: reprodução)

Para o senador, transformar uma testemunha em pessoa investigada “permite avançar alguns passos” nos trabalhos da CPI da Covid-19, que visa apurar as ações e omissões do governo federal durante a pandemia.

“Tratá-los como investigados significa dar o rumo verdadeiro e avançar alguns passos para que a gente possa concretizar o objetivo, que é responsabilizar as pessoas que são responsáveis pelo agravamento do número de mortos pela Covid”, afirmou.

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