Covid-19: “Suspensão de vacinação de adolescentes é descabida”, diz Doria

São Paulo seguirá recomendando imunização de pessoas entre 12 e 17 anos sem comorbidades

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Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (16), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou a decisão do Ministério da Saúde de suspender a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades. Segundo ele, a medida é “descabida” e não tem motivação científica.

“Fico surpreso e indignado, como pai que sou de adolescentes, com essa orientação do Ministério da Saúde, descabida e, ao mesmo tempo, que traz intranquilidade para milhões de pais em todo o Brasil”, afirmou Doria, em vídeo publicado nas redes sociais.

“Não há nenhuma razão concreta, que a ciência determine e ampare, para suspender a vacinação de jovens de 12 a 17 anos. Então, São Paulo vai seguir vacinando jovens de 12 a 17 anos.”, acrescentou o governador.

O governo de São Paulo publicou hoje uma nota criticando a decisão do Ministério da Saúde. O comunicado diz que a medida da pasta causa “apreensão em adolescentes”.

“Coibir a vacinação integral dos jovens de 12 a 17 anos é menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público. Três a cada dez adolescentes que morreram com covid-19 não tinham comorbidades em São Paulo. Este grupo responde ainda por 6,5% dos casos e, assim como os adultos, está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais”, diz o comunicado.

São Paulo manterá vacinação de adolescentes sem comorbidades

A capital paulista já informou que não seguirá a recomendação do Ministério da Saúde e manterá a vacinação de adolescentes sem comorbidades, justificando que apenas 15% do grupo falta ser imunizado e que a vacina é segura para uso em jovens.

Na avaliação da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, a orientação do Ministério da Saúde “é apenas por questão logística, pois, trata-se de um imunizante eficaz e seguro previamente autorizado.”

O uso do imunizante da Pfizer em pessoas de 12 a 17 anos foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atestou sua segurança. A decisão do Ministério da Saúde também não foi bem recebida por especialistas da área.

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