Covid-19: Queiroga critica debate sobre 3ª dose da vacina e diz que pandemia está longe do fim

Ministro pede para gestores estaduais e municipais aguardarem diretrizes do PNI

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Nesta segunda-feira (19), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou o debate sobre a aplicação de uma terceira dose (ou dose de reforço) contra a Covid-19 antes do final da vacinação de toda população adulta no Brasil com ao menos uma dose do imunizante.

Na avaliação de Queiroga, os gestores estaduais e municipais devem esperar a orientação do Programa Nacional de Imunização (PNI).

“Nós não conseguimos avançar ainda em 100% da população com a primeira dose da vacina. Qual é a evidência científica disponível que nós devamos já começar a falar numa terceira dose? Isso só leva a mais insegurança à população. ‘Ah, vou precisar tomar uma terceira dose agora’. Então quando nós dissermos isso à população é necessário que nós tenhamos uma evidência científica sólida, inclusive como nós devemos fazer”, disse Queiroga.

“Por exemplo, se é com o mesmo imunizante, se vamos usar intercambialidade, se é com outro imunizante, se é só um booster que vai se fazer, um reforço, ou se nós precisamos aplicar duas doses. Então é por isso que tenho feito um apelo a todos os gestores para que nós sigamos a decisão do Programa Nacional de Imunização”, reforçou.

Segundo Queiroga, toda população adulta do Brasil estará vacinada com ao menos a primeira dose até setembro deste ano.

Sem alinhar o calendário com o governo federal, mais cedo, o estado de São Paulo anunciou que a nova campanha de vacinação contra a Covid-19 deve começar no dia 17 de janeiro de 2022, exatamente um ano após a aplicação da primeira vacina contra a doença no país.

Fim da pandemia de Covid-19 no Brasil está distante

Na opinião do ministro da Saúde, o fim da pandemia de Covid-19 no Brasil está longe.

“Nós ainda estamos distantes de pôr fim à pandemia. Existem desafios como, por exemplo, enfrentamento a possíveis variantes desse vírus, a exemplo da variante Delta, que tem tido casos no Brasil”, disse Queiroga em conversa com jornalistas nesta segunda (19).

“Ainda não são tantos, mas não quer dizer que só tenham esses que foram diagnosticados, então é por isso que nós devemos manter a nossa campanha de vacinação fortemente, como está seguindo”, completou.

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