Covid-19: Prefeito de Goiânia morre após mais de 80 dias internado

O chefe do Executivo da cidade de Goiânia estava internado na UTI há mais de 80 dias lutando contra uma infecção pulmonar, em decorrência da Covid-19, da qual já havia se recuperado

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Maguito Vilela (MDB), ex-governador do estado Goiás e prefeito licenciado da cidade de Goiânia faleceu aos 71 anos, nesta quarta-feira (13) em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. A informação foi confirmada no início da manhã na página oficial do político em uma rede social.

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O chefe do Executivo da cidade de Goiânia estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, há mais de 80 dias lutando contra uma infecção pulmonar, em decorrência da Covid-19, da qual já havia se recuperado.

Prefeito - Maguito Vilela
O chefe do Executivo da cidade de Goiânia estava internado na UTI há mais de 80 dias lutando contra uma infecção pulmonar, em decorrência da Covid-19, da qual já havia se recuperado. (Foto: reprodução)

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do prefeito de Goiânia, Maguito Vilela, ocorrido nesta madrugada de 13 de janeiro. Internado desde o dia 22 de outubro para tratar da Covid-19, Maguito lutava contra uma infecção pulmonar diagnosticada na semana passada”, divulgou a assessoria do prefeito.

Ainda de acordo com a assessoria de Maguito, a família está providenciando o traslado do corpo de São Paulo para Goiás e ele deve ser sepultado em Jataí, sua terra natal. Ele deixa quatro filhos: Vanessa, Daniel, Maria Beatriz e Miguel; e uma enteada: Anna Liz.

Os dias de Maguito após testar positivo para Covid-19

Luiz Alberto Maguito Vilela testou positivo para a Covid-19 em 20 de outubro de 2020. Uma semana depois, ele recebeu diagnóstico de até 75% de inflamação nos pulmões e foi transferido para São Paulo, sendo entubado três dias depois.

Após ser extubado e entubado novamente alguns dias depois, o prefeito teve que começar um tratamento respiratório com a Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO), que funciona como os pulmões e o coração de forma artificial. Em 3 de dezembro, após testar negativo para Covid-19, Maguito foi transferido para um leito de UTI comum do hospital. Depois de dois dias, a ECMO foi retirada e o quadro de saúde do chefe do Executivo de Goiânia apresentou melhoras.

Após os médicos reduzirem os sedativos, Maguito demonstrava, de acordo com o filho, Daniel Vilela, plena consciência.  Todavia, no dia 11 de janeiro, o prefeito eleito de Goiânia apresentou um sangramento nos pulmões e precisou passar por uma cirurgia para controlar o quadro.

Depois do procedimento, os médicos se diziam confiantes, e o quadro do prefeito era considerável estável, com redução dos sedativos. No entanto, devido a uma infecção nos pulmões provocada por bactérias e fungos, Maguito teve uma piora no quadro de saúde.

Desde então a equipe médica iniciou tratamento com antibióticos e remédios vasoativos para controlar a pressão arterial de forma artificial, mas o político acabou não resistindo e morrendo na madrugada desta quarta (13).

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