Covid-19: Insumos do “kit intubação” chegam hoje ao Ministério da Saúde, diz Queiroga

Medicamentos serão doados pela Vale

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Por conta do alto número de hospitalizações causadas pela Covid-19, o Brasil enfrenta uma crise de abastecimento de medicamentos do “kit intubação”. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os insumos do kit doados pela Vale devem chegar hoje.

“Hoje vão chegar os kits, doados pela Vale. Vamos explicar para vocês [imprensa] como vamos fazer essa logística”, disse o ministro a repórteres.

A declaração foi dada um pouco antes de o ministro participar de uma reunião sobre a abertura de novas vagas para o treinamento de médicos intensivistas.

“Agora vou tratar sobre a residência médica de residência intensiva, multiprofissional para formarmos profissionais qualificados para enfrentarmos os desafios na saúde pública brasileira”, disse Queiroga.

De acordo com o ministro, serão oferecidas 600 vagas para o treinamento de médicos intensivistas, enfermeiros e fisioterapeutas, com objetivo de criar recursos humanos “mais qualificados” para atender o SUS (Sistema Único de Saúde). Não foram dados detalhes sobre a data de abertura das vagas ou quanto ao formato da seleção.

SP pede medicamentos do “kit intubação” há 40 dias

O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que está há 40 dias pedindo ajuda ao Ministério da Saúde para receber medicamentos do “kit covid” e nenhum dos 9 ofícios enviados recebeu uma resposta formal.

Com a falta do “kit de intubação”, São Paulo passou a adotar medicamentos alternativos para garantir que os pacientes com Covid-19 passem por um procedimento “humanizado”.

“Temos feito apoios com associação de medicina. Foram feitos protocolos para que cada um dos grupos de medicações pudesse ser substituído por medicamentos que temos no nosso estoque, para assistir de forma qualificada e humana esses pacientes. Isso é algo imperioso na humanização e qualidade do atendimento desses pacientes”, alegou.

Em entrevista concedida hoje à Globo News, a cardiologista Ludhmila Hajjar fez um alerta sobre os impactos da escassez de medicamentos do “kit intubação”.

“Se eu tiver que tirar o tubo ou fazer o processo de extubação do paciente sem analgésico e sedativo, sem essas medicações que servem aliviar o desconforto, será um momento doloroso, traumático, não só para o momento, mas isso também pode gerar consequências a longo prazo”, alertou a médica.

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1 comentário
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