Covid-19: Gabbardo destaca “alinhamento” para evitar aglomerações em Réveillon e Carnaval

Coordenador do Comitê Científico de São Paulo acredita que maioria dos gestores não fará eventos oficiais

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Nesta quarta-feira (1°), o coordenador do Comitê Científico de São Paulo, João Gabbardo, afirmou que há um “alinhamento” inédito entre as esferas do poder público para evitar aglomerações nas festas de Réveillon e Carnaval. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil.

Gabbardo destacou que embora não haja uma ordem geral sobre o tema, autoridades de diversos estados e municípios já sinalizaram que não devem realizar as celebrações oficiais de Réveillon e Carnaval nos próximos meses, com objetivo de evitar uma nova onda de casos de Covid-19 no país.

O coordenador do Comitê Científico ressaltou que até mesmo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que sempre se colocou contra as medidas de distanciamento social, agora sugere o cancelamento do Carnaval em 2022.

“Esse é um momento ímpar no enfrentamento da pandemia, pela primeira vez temos um alinhamento de estrelas. O Ministério da Saúde emitiu uma nota recomendando uso de máscara, distanciamento e vacinação. O próprio presidente está sugerindo que não se faça Carnaval. E gestores públicos têm se manifestado por suspender, cancelar ou não promover estes eventos”, disse.

Autoridades se posicionam sobre cancelamento de Réveillon e Carnaval

Na semana passada, Bolsonaro afirmou que, se dependesse dele, não haveria Carnaval no Brasil. No entanto, ele não se manifestou sobre as festas de final de ano. Já os prefeitos das três maiores capitais do Nordeste (Salvador, Recife e Fortaleza) cancelaram a comemoração oficial de Réveillon. O mesmo ocorreu em outras 7 capitais do país e no Distrito Federal.

“Pela primeira vez tem uma orientação quase que única e informe, acredito que a maioria dos gestores não irá promover estas festividades que podem causar aglomeração. Reduziria bastante os riscos. Se alguém que queira promover, tem que analisar se vale enfrentar o risco”, afirmou.

As autoridades locais optaram pelo cancelamento do Réveillon após a descoberta da variante Ômicron, que possui um grande número de mutações e por isso pode ser mais transmissível. Ainda faltam estudos para concluir se a nova cepa de fato tem o poder de se espalhar mais rapidamente. A cidade de São Paulo aguarda mais informações sobre a variante para se posicionar sobre o Réveillon e o Carnaval.

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