Covid-19: Doses extras de vacina serão enviadas para 6 estados em regiões de fronteira

Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Santa Catarina devem receber os imunizantes

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Nesta terça-feira (20), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que doses extras de vacina contra Covid-19 serão enviadas para estados que fazem fronteira com outros países. Na lista da pasta constam: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Santa Catarina.

Serão enviados imunizantes suficientes para aplicar em 279 mil pessoas, de acordo com a informação dada por Queiroga durante um evento de vacinação contra Covid-19 em Foz do Iguaçu, no Paraná.

“É uma estratégia, até para que a gente possa conter variantes e criar uma espécie de cordão epidemiológico, vacinando a população fronteiriça, para evitar que variantes que vêm de outro país possam chegar ao Brasil”, disse o ministro.

Na última quarta-feira (14), a população de regiões de fronteira foi incluída no grupo prioritário da vacinação pelo Ministério da Saúde. Além dos estados anunciados, outros locais, como Paraná e Mato Grosso, receberam doses extras.

Queiroga reforça importância de controlar a Covid-19 em estados de fronteira

Em conversa com jornalistas, Queiroga ressaltou a importância de manter um controle sanitário nas fronteiras, para proteger tanto os brasileiros quanto habitantes de outros países.

“O trânsito dos cidadãos de países vizinhos pode trazer e levar doenças. Por isso, o controle sanitário é necessário para que consigamos ter uma promoção em saúde em padrões que desejamos para o Brasil e para os nossos irmãos da América do Sul”, afirmou.

No total, mais de 90 milhões de pessoas já tomaram a primeira dose da vacina contra Covid-19 no Brasil, o que representa 42,51% da população do país. Já o percentual de habitantes totalmente imunizados é de 16,22% — ou 34.357.342 pessoas vacinadas com duas doses ou com a dose única do imunizante da Janssen.

Como o Brasil vacinou um percentual menor da população do que outros países, como Estados Unidos e Reino Unido, onde há presença da variante Delta, a médica pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) avalia que o país não está preparado para enfrentar a variante detectada pela primeira vez na Índia e responsável por ao menos 110 casos de Covid-19 em território brasileiro.

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