Covid-19: Ainda não é possível dizer que estamos no final da pandemia, diz diretora da OMS

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Na avaliação da diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da Organização Mundial de Saúde (OMS), Mariângela Simão, ainda não é possível dizer que a pandemia de Covid-19 está no final. Isso porque o coronavírus é muito versátil e tem capacidade de gerar diversas mutações como as observadas na variante Ômicron, a mais transmissível desde o começo da pandemia.

Segundo Mariângela, “parece” que o coronavírus vai virar endêmico, manifestando-se com frequência em determinadas regiões, como ocorre com a gripe comum.

“Ainda não é possível dizer que a gente está no final [da pandemia] porque é um vírus muito versátil, faz mutações com facilidade. O que a gente pode esperar — já tem uma discussão globalmente — se a gente pode dizer que esse coronavírus vai virar endêmico. Parece que vai virar endêmico. A gente vai conviver com ele por mais anos”, disse a diretora da OMS em entrevista à GloboNews.

De acordo com Mariângela, é muito provável que a Ômicron não seja a última “variante de preocupação” do novo coronavírus. Ela aponta que, embora a cepa tenha se mostrado menos severa em relação a mortes e hospitalizações, não é o momento de baixar a guarda. Por ser mais transmissível, a variante ainda por sobrecarregar os sistemas de Saúde, segundo a diretora da OMS.

Vacina da Covid-19 deve ser adaptada contra a Ômicron

Para Mariângela, “muito provavelmente” as vacinas atuais precisarão ser adaptadas contra a Ômicron, pois os imunizantes em uso não funcionam “tão bem para prevenir transmissão e prevenção”, apesar de colaborarem para que a doença não avance a um estado mais grave.

“Com as vacinas está havendo uma dissociação da morte, as pessoas que tomam vacina têm menos complicação. E, por outro lado, você tem mais medicamentos para impedir o desenvolvimento de doença grave.”, afirmou a diretora da OMS.

Até o momento, cerca de 146,6 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal contra Covid-19 no Brasil, o que corresponde a 68,25% da população do país, de acordo com dados do levantamento de veículos de imprensa com informações das secretarias estaduais de saúde.

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