Covaxin: Queiroga diz que compra da vacina está descartada pelo Ministério da Saúde

Ministro afirmou que o imunizante não é importante para o PNI agora

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De acordo com o ministro Marcelo Queiroga, a compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde no momento está descartada. Segundo ele, o imunizante não é importante para o PNI (Programa Nacional de Imunização), já que foram compradas outras vacinas contra Covid-19 e há doses suficientes aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ainda não autorizou o uso emergencial da Covaxin.

As declarações foram dadas em entrevista à revista Veja publicada nesta sexta-feira (23), após o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, anunciar o rompimento do acordo com a Precisa Medicamentos, que representava o laboratório no Brasil. A Bharat seguirá trabalhando com a Anvisa para finalizar o processo de aprovação da vacina no Brasil.

“Quanto à Covaxin, houve autorização de importação feita pela Anvisa, mas dentro de condições que restringem a quantidade de doses a um número muito pequeno e a estudos. Então, até por uma questão de conveniência e oportunidade, neste momento, não é importante para o nosso Programa Nacional de Imunização”, disse Queiroga na entrevista.

Contrato de compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde foi suspenso em junho

Conforme já anunciado no mês de junho, o contrato de compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde está suspendo. A informação foi confirmada por Queiroga mais uma vez.

Firmado durante a gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello, o contrato de aquisição incluía a compra de 20 milhões de doses da Covaxin por R$ 1,6 bilhão. A compra acabou suspensa após as negociações virarem alvo da CPI da Covid e do Ministério Público Federal, que investigam irregularidades na contratação das doses.

Na entrevista, Queiroga também informou que outras duas negociações de compras de vacinas contra Covid-19 investigadas pela CPI não são prioritárias, pois o Brasil conta com “doses suficientes aprovadas”. O ministro se referiu às tratativas de compra do imunizante da AstraZeneca através da Davati e da negociação por doses da CoronaVac com uma empresa não vinculada ao Instituto Butantan, que é o único autorizado no Brasil a negociar a vacina desenvolvida pela Sinovac.

“Esses assuntos são tratados na Diretoria de Integridade, são alvo da Controladoria-Geral. O contrato com a Covaxin foi suspenso. Quero dizer o seguinte: essas vacinas, nenhuma delas é importante para o nosso Programa Nacional de Imunização no momento atual, porque já temos doses suficientes e validadas pela Anvisa”, disse.

Ao todo, o Ministério da Saúde contratou quase 600 milhões de doses de vacinas contra Covid-19, sendo que 63,3 milhões devem ser entregues no mês de agosto.

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