Coronavírus: Hotéis no RJ voltam a funcionar, mas índice de ocupação é baixo

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A prefeitura do Rio de Janeiro autorizou a volta do funcionamento dos hotéis da cidade após a reabertura gradual promovida por conta da pandemia do coronavírus.

Mas, apesar dos hotéis estarem autorizados a funcionar no Rio, ao menos 90 (quase um terço do total) continuam com a operação suspensa, e a ocupação dos que estão abertos gira entre 15% e 18%.

Esses dados foram registrados pela Associação de Hotéis do Rio (ABIH-RJ), e segundo eles, esse será um dos setores cuja recuperação pode demorar mais.

Hoje, o número de turistas na cidade é praticamente zero, e os poucos hóspedes são pessoas que estão a trabalho no Rio, como funcionários de empresas offshore e idosos do programa da prefeitura para moradores de favelas durante a pandemia.

Hotéis se preparam para o “novo normal”

Os hotéis, no entanto, se preparam para o “novo normal” e planejam lançar em outubro uma campanha voltada ao mercado interno, para estimular o fluxo de visitantes no Rio. São previstos, por exemplo, descontos de 30% em hospedagens.

Assim, segundo a associação, a expectativa é que primeiro voltem as famílias de cidades e estados próximos, que chegam ao Rio de carro.

Já o turismo internacional, que depende de muitos fatores, só deve se recuperar a partir de meados do ano que vem.

Até lá, no réveillon, por exemplo, devem prevalecer festas indoor, com fogos nos telhados de hotéis. Sobre o carnaval, minha opinião é que será adiado.

Entre alguns dos hotéis mais famosos do Rio, o Copacabana Palace está com data de reabertura marcada para 20 de agosto.

No Fasano, em Ipanema, a previsão é para a segunda quinzena de julho. A unidade da Barra, dos hotéis Hilton, está em funcionamento, mas a de Copacabana aguarda os movimentos do mercado.

O grupo lançou um programa chamado Hilton CleanStay, que criou um selo para indicar ao hóspede que ele é a primeira pessoa a entrar no quarto após uma cuidadosa limpeza.

Atrações no RJ ainda estão fechadas

Atrações turísticas, por sua vez, só devem ser autorizadas a reabrir na fase quatro do plano de flexibilização do município, esperada para meados de julho.

Enquanto estiveram fechados, o Bondinho do Pão de Açúcar e o Trenzinho do Corcovado deixaram de receber 350 mil e 300 mil visitantes respectivamente.

Mesmo quando puderem reabrir, a máxima será a cautela. As empresas que administram várias das atrações da cidade, incluindo museus, elaboraram um protocolo de medidas.

E debatem com as três esferas de governo pontos como a capacidade de público que será permitida em cada etapa.

Além disso, atrativos como Trenzinho do Corcovado, Pão de Açúcar, AquaRio e a roda-gigante Rio Star trabalham para uma ação que vem sendo chamada de “Redescubra o Rio”, para estimular que cariocas e turistas visitem estes cartões-postais.

A Riotur estuda novos modelos para o réveillon e mantém contato com as escolas de samba para decidir o futuro do carnaval.

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