Coreia do Sul: Justiça mantém condenação de 20 anos de prisão a ex-presidente

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A Suprema Corte da Coreia do Sul manteve a sentença de 20 anos de prisão para a ex-presidente Park Geun-hye, que renunciou em 2017 após ser indiciada por um grande escândalo de corrupção.

Equivalente ao Supremo Tribunal Federal brasileiro, a sentença desta quinta-feira (14) é do mais alto nível da Justiça sul-coreana. Portanto, a condenação esgotou as possibilidades da defesa de entrar com pedido de recurso.

Em 2018, Park Geun-hye foi condenada a 24 anos, mas em julho do ano passado conseguiu reduizir a pena para 20 anos. No entanto, a ex-presidente deve cumprir um total de 22 anos de prisão porque teve outra condenação com pena de dois anos em um processo também de 2018. Nesse caso, ela foi julgada por por intromissão na nomeação de candidatos do partido.

Impeachment na Coreia do Sul 

A condenação de Park está ligada a um grande escândalo de corrupção no qual ela foi implicada junto com Choi Soon-sil, um amigo de longa data e confidente dela. De acordo com os promotores, Choi administrou fundos milionários recebidos de grandes corporações sul-coreanas e executivos, passando-os como doações para algumas de suas fundações. 

Para melhor investir esse dinheiro, Park teria repassado informações confidenciais a Choi de vários tipos, desde aquelas sobre as políticas econômicas adotadas no país até as complicadas relações com a Coreia do Norte. 

Park Geun-hye foi a primeira mulher a se tornar presidente na Coreia do Sul, entre 25 de fevereiro de 2013 até 10 de março de 2017, quando foi removida do cargo por um processo de impeachment.

Ela é filha de Park Chung-hee, que foi presidente de 1963 a 1979. O  governo dele foi marcado pelo forte anticomunismo e pelo inicio do crescimento econômico da Coreia do Sul.

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