Consumo das famílias recua 5,1% no terceiro trimestre do ano, segundo FGV

No segundo trimestre, a queda foi ainda maior, de 13,2%

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O consumo das famílias brasileiras sofreu uma queda de 5,1% no terceiro trimestre do ano, quando comparado ao mesmo período de 2019. Apesar da variação negativa, o resultado mostra a tendência de recuperação do indicador. Isso porque a retração no segundo trimestre foi muito mais acentuada, de 13,2%. Os dados são do levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que também apresentou informações sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no mesmo período. 

De acordo com a pesquisa, o consumo de bens apresentou uma recuperação mais evidente graças ao crescimento do consumo de produtos não duráveis e duráveis, que subiram 1,0% e 0,9%, respectivamente. No entanto, houve forte retração de 13,7% do consumo de semiduráveis. Isso mostra a heterogeneidade do movimento dos segmentos no período. 

Além disso, o consumo de serviços continua com uma recuperação mais lenta. O indicador apresentou um decréscimo de 8,7% no terceiro trimestre do ano. Da mesma forma que o consumo das famílias, este segmento também registrou taxa menos negativas que as do segundo trimestre. 

 

Veja detalhes da alta do consumo de produtos duráveis 

O levantamento mostrou que o consumo de produtos duráveis apresentou a maior variação positiva no mês de setembro. Em resumo, o segmento ganhou impulso com o avanço no consumo de móveis, eletrodomésticos e materiais de construção. Por outro lado, a maior retração foi apresentada pelo consumo de serviços. Nesse caso, o recuo aconteceu devido às quedas nos segmentos de alojamento, alimentação, saúde privada e demais serviços prestados à família. 

 

Entenda o levantamento 

Os dados divulgados pela FGV fazem parte do Monitor PIB-FGV, que faz estimativas mensais em relação ao PIB brasileiro, tanto em volume quanto em valor. Dessa forma, apresenta uma antecipação para as tendências do PIB e de seus componentes, como o consumo. Por fim, sua série teve início em 2000 e engloba todas as informações disponíveis das Contas Nacionais, incluindo os dados trimestrais. 

 

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