Confiança do consumidor recua pelo terceiro mês seguido

O resultado reflete a piora da situação atual e das perspectivas para os próximos meses

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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) sofreu a terceira queda seguida em dezembro, depois de cinco meses de alta. Em suma, o indicador teve um recuo tímido de 3,2 pontos, caindo para 78,5 pontos. Da mesma forma, em relação à média móvel trimestral, o ICC também teve queda, de 1,6 ponto, interrompendo cinco altas consecutivas. Nesse caso, vale ressaltar que o ritmo de crescimento vinha desacelerando a cada mês, até variar negativamente em dezembro. 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta terça-feira, dia 22. 

“A terceira queda consecutiva da confiança dos consumidores decorre de piora tanto da satisfação dos consumidores com o presente quanto das expectativas em relação aos próximos meses. Diante de uma segunda onda de covid-19, fim dos benefícios emergenciais e desemprego elevado, os consumidores, principalmente os de menor poder aquisitivo, sinalizam que continuarão contendo consumo. O comportamento mais cauteloso está relacionado principalmente a uma percepção de dificuldade de se obter emprego”, ressaltou a coordenadora das Sondagens da FGV, Viviane Seda Bittencourt. 

 

Indicadores componentes do ICC recuaram 

De acordo com o levantamento, a queda na confiança aconteceu graças ao recuo de 2,1 pontos registrado no Índice de Situação Atual (ISA). Além disso, a queda no Índice de Expectativas (IE) caiu 3,7 pontos, contribuindo para a retração do ICC. Em resumo, o ISA caiu para os 69,7 pontos, enquanto o IE ficou em 85,6 pontos. 

Ao mesmo tempo, o indicador de satisfação dos consumidores com a economia caiu 1,6 ponto, ficando em 74,1 pontos, menor nível desde julho. Da mesma forma, o indicador de finanças familiares registrou a terceira queda seguida, de 5,8 pontos, caindo para 87,4 pontos. Aliás, este indicador foi o que deu a maior contribuição negativa ao ICC. Com isso, o ímpeto de compras com bens duráveis para os próximos meses também teve retração de 5,8 pontos, para 63,7 pontos.

 

Por fim, a confiança caiu em todas as faixas de renda, exceto nas famílias com renda acima de R$ 9,6 mil. Em outras palavras, houve um aumento de 1,2 ponto nessa classe, após a queda de 3,1 pontos em novembro. No entanto, a queda mais intensa veio das famílias de menor poder aquisitivo (-8,7 pontos). A piora de suas situações financeiras provocou o maior impacto no indicador.

 

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