Confiança do comércio recua pelo terceiro mês seguido, aponta FGV

As quedas interrompem uma sequência de cinco meses de alta

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O Índice de Confiança do Comércio (Icom) registrou uma queda de 1,8 ponto em dezembro deste ano, na comparação com novembro. Dessa forma, a taxa passou de 93,5 pontos para 91,7 pontos. A saber, dezembro é o terceiro mês seguido de recuo do indicador, depois de cinco altas seguidas, de junho a setembro. Da mesma forma, em médias móveis trimestrais, o nível retraiu 2,6 pontos, seguindo a tendência de queda iniciada em novembro. 

Os dados foram coletados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que fez a divulgação nesta quarta-feira, dia 23. 

“A confiança do comércio encerra 2020 com a terceira queda consecutiva, interrompendo o ritmo de recuperação observado anteriormente. A piora mais uma vez foi influenciada pela queda dos indicadores sobre o momento presente, reflexo da cautela dos consumidores. Por outro lado, as expectativas avançam pelo segundo mês consecutivo, mas a análise ainda indica redução do pessimismo. Considerando todas as turbulências apresentadas no ano, o setor conseguiu se sobressair na recuperação, mas a elevada incerteza, a cenário complicado do mercado de trabalho e o final dos auxílios do governo se tornam um desafio para a continuidade dessa retomada”, ressaltou o coordenador da Sondagem do Comércio da FGV, Rodolpho Tobler. 

 

Veja detalhes da queda da confiança 

De acordo com o levantamento, a confiança recuou em três dos seis principais segmentos do comércio. Em resumo, a queda de 6,1 pontos no Índice de Situação Atual (ISA-Com) puxou o resultado do Icom para baixo. Nem mesmo a alta de 2,6 ponto registrada pelo Índice de Expectativas (IE-Com) pôde evitar o recuo no mês. 

Além disso, o ISA-Com teve a terceira queda seguida, interrompendo a recuperação iniciada em maio. Vale ressaltar que esse indicador apresentou forte recuperação de maio a setembro, influenciado pelo consumo de bens essenciais, num primeiro momento, e de bens duráveis, posteriormente. Por outro lado, o IE-Com está enfrentando muitas dificuldades em retorna aos níveis anteriores à pandemia da Covid-19. Assim, a diferença entre expectativas e situação atual mantém o resultado negativo, mas vem diminuindo com o avanço das expectativas e o pessimismo em relação ao momento atual do país. 

 

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