Com quase 90% de ocupação nos hospitais, Vale do Ribeira volta à quarentena rígida

Capacidade de atendimento em UTI foi considerada em mais uma atualização do Plano SP

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A cada semana, os moradores das cidades paulistas ficam apreensivos para saber como a sua região ficará no Plano SP, que permite a flexibilização da quarentena na UF comandada por João Dória (PSDB).

Nesta sexta-feira (31), a má notícia é para quem mora na região do Vale do Ribeira, que está se aproximando de 90% de ocupação em seus hospitais. Ficou decretado que ela está na faixa vermelha, reservada aos municípios que têm muitos casos e pouca condição hospitalar para atendimento de todos.

Como consequência, todos os estabelecimentos que não sejam essenciais têm de ficar com as portas fechadas sob risco de multa. Dentre os que têm funcionamento liberado nesse período, encontra-se pet shop, supermercado, farmácia e padarias.

Reclassificação pode acontecer na próxima semana

O fato de o Vale do Ribeira estar na faixa vermelha agora, de quarentena mais rígida, não garante que ela continue nessa classificação na próxima semana. No entanto, isso é bastante provável, uma vez que 7 dias é um período curto para que a ocupação hospitalar decorrente da COVID-19 seja sensivelmente diminuída.

No Estado inteiro, a média de ocupação devido a casos de coronavírus não chega a 70%. Dessa forma, pode-se confirmar como o Vale do Ribeira está recebendo bem mais pacientes que infectados do que a média estadual.

Ao mesmo tempo, região do ABC continua evoluindo

Enquanto cidades enfrentam um surto mais grave, lotando os seus hospitais, outras seguem diminuindo os seus índices de contaminação e de ocupação de UTI. O Grande ABC é um exemplo, especialmente a cidade de São Bernardo do Campo, já tendo sido apontado por levantamentos oficiais como a região mais segura.

No último dia 24, o município recebeu a permissão para que teatros e cinemas voltassem a funcionar, com o distanciamento social e a utilização obrigatória de máscara. Isso se deveu ao fato de a cidade ter completado 21 dias na faixa amarela de classificação; ao todo, São Bernardo registra 600 mortes.

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