Com provas suspensas, Censo 2021 do IBGE continua em risco

Órgão aguarda manifestação do Ministério da Economia sobre pesquisa

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segue com suas provas suspensas para o Censo 2021. Na verdade, a pesquisa seria realizada em 2020, mas a pandemia da Covid-19 provocou diversos impactos negativos no mundo inteiro e o IBGE decidiu suspender as provas.

A saber, o IBGE já realizou a devolução do valor pago nas inscrições para o concurso aos candidatos inscritos. Aliás, o concurso aberto em 2020 ofertava vagas para as funções de agente censitário municipal (ACM), agente censitário supervisor (ACS) e recenseador.

Passados meses de espera, os interessados no concurso puderam comemorar em fevereiro deste ano, quando as inscrições foram reabertas. No entanto, dessa vez, houve a publicação de dois processos seletivos, abrangendo todos os estados brasileiros e incluindo milhares de cidades.

O problema é que, mais uma vez, as provas foram suspensas. Dessa vez, o principal problema enfrentado pelo IBGE gira em torno do Orçamento da União para 2021, que segue sem definição, bem como o próprio Censo 2021, que corre sérios riscos de não acontecer.

Cortes no Orçamento preocupam

Em resumo, o Congresso Nacional aprovou no último dia 25 o projeto de lei do Orçamento da União para 2021. O texto seguiu para sanção do presidente Jair Bolsonaro e continua com ele até hoje, há exatos oito dias para expirar a sua validade.

O problema é que, devido aos impactos provocados pela pandemia da Covid-19 e os gastos públicos para o seu enfrentamento, houve muitos cortes no Orçamento. O IBGE acabou entrando nesse meio e suas solicitações para a realização do Censo 2021 não chegaram perto de serem atendidas.

Isso porque o IBGE pediu, inicialmente, um orçamento de R$ 3,4 bilhões para realizar o Censo 2020, que passou para este ano. Contudo, após pressão do governo federal, precisou enxugar bastante o valor, que acabou caindo para cerca de R$ 2 bilhões.

Então, o Orçamento da União conseguiu a aprovação no Congresso, mas o valor destinado ao Censo despencou para apenas R$ 71 milhões. Isso corresponde a menos de 5% do custo acordado, e esses cortes inviabilizam sua realização.

Por fim, o IBGE vem aguardando alguma manifestação do Ministério da Economia sobre essa situação. Assim, os rumos do Censo continuam indefinidos e as mais de 204 mil vagas temporárias seguem vagas.

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