CNC projeta crescimento menor para comércio varejista em 2021

Divulgação do IBGE sobre resultado de novembro puxou estimativa pra baixo

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O comércio varejista deve ter um crescimento menor que o estimado anteriormente. É o que aponta a nova projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em suma, a entidade revisou a estimativa de crescimento do setor econômico do país. Com isso, o varejo em 2021 deve crescer 3,9% na comparação com o resultado do ano passado. A saber, a última previsão apontava uma elevação de 4,2%.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, há três principais fatores que puxaram a estimativa para baixo. Em resumo, eles são: o fim do auxílio emergencial, as dificuldades ainda presentes no mercado de trabalho e a elevação da inflação. “A condição fundamental para a retomada do ritmo de vendas de forma mais vigorosa nos próximos meses passa, inevitavelmente, pela eficiência do processo de imunização da população”, destaca Tadros.

Vale ressaltar que o levantamento da CNC tem como base os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de novembro. A divulgação do levantamento aconteceu hoje e foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A propósito, este recuo no penúltimo mês do ano fes a CNC reduzir a projeção de crescimento para 2021.

 

Setor de alimentos recua em novembro

Por fim, o economista da CNC, Fabio Bentes, destacou que o ramo especializado na venda de alimentos é o mais importante em termos de faturamento anual. E foi justamente este setor o principal responsável pela desaceleração das vendas no varejo em novembro. Em resumo, o ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo vem apresentando recuos nas vendas desde o início do segundo semestre de 2020. Nesse caso, apenas outubro teve alta (0,8%). “Esse processo coincide com a aceleração dos preços dos alimentos na segunda metade do ano passado. De acordo com o IPCA, a inflação de produtos alimentícios para consumo doméstico foi de 3,3% em novembro, a maior para este mês desde 2002”, explicou Bentes.

 

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