Clamídia: Infecção oligossintomática pode afetar o sistema reprodutivo feminino

Sexo com proteção é ainda o método mais estratégico de prevenir esta IST

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Banco de imagens: Unsplash

A clamídia, infecção causada pela bactéria Chlamydia trachomatis é tão comum, quanto danosa.

Por ser considerada oligossintomática, ou seja, apresenta pouco ou nenhum sintoma, acaba sendo frequentemente preterida, aumentando assim, sua transmissão, que ocorre via sexual.

Esta IST (Infecção Sexualmente Transmissível) é ainda confundida muitas vezes como uma infecção do trato urinário, o que pode adiar a busca por tratamento fazendo com que ela evolua para um quadro infeccioso com febre, prostração e inúmeros prejuízos à saúde reprodutiva.

Além disso, a Clamídia também pode levar à cegueira, por meio da infecção ocular.

Complicações da Clamídia

Esta infecção oculta, como é popularmente conhecida, é uma das mais recorrentes ISTs.

Homens e mulheres de 15 a 24 anos, estão mais sujeitos ao risco da doença, visto que acabam praticando o sexo de forma desprotegida.

Vale destacar também, que aqui no Brasil, o rastreio para detecção da Clamídia não faz parte dos exames de rotina ginecológicos, dificultando assim, o diagnóstico precoce e aumentando a incidência de transmissão.

Sem tratamento, a clamídia pode evoluir causando danos, muitas vezes graves, incluindo a infertilidade. Veja alguns!

  • Secreção no pênis, vagina ou reto
  • Dor pélvica e ao urinar
  • Sangramentos
  • Inchaço nos testículos
  • Artrite reativa
  • Gravidez tubária (nas trompas)
  • Complicações na gestação (partos prematuros, baixo peso do bebê, aborto)
  • Infertilidade

Infertilidade devido à Clamídia

A infertilidade após a infecção da Clamídia acontece devido à chegada da bactéria Chlamydia trachomatis ao útero, ovário e trompas.

É bem recorrente o surgimento de abcessos tubários e ovarianos, que acabam resultando em um quadro denominado como “abdome agudo”.

O abdome agudo gera uma dor abdominal súbita e intensa, que geralmente, necessita de intervenção cirúrgica. Em alguns casos pode ocorrer a perda das trompas.

Já as gestantes, além das complicações mencionadas acima, também podem ter o risco de transmitir a infecção ao bebê, este, acaba apresentando doenças como conjuntivite e até pneumonia.

Diagnóstico e prevenção

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Visto que esta IST não apresenta sintomas e seu rastreio não faz parte dos exames de rotina ginecológicos ou urológicos, o indicado é solicitar ao médico a verificação desta bactéria no organismo, na mesma intensidade que realiza as demais avaliações de saúde.

O diagnóstico da clamídia é feito por uma análise da secreção, da urina, da mucosa da boca ou da região anal, que poderá ser coletada no consultório ou em laboratório.

Também há a possibilidade de utilizar recursos complementares para confirmar o diagnóstico, entre o exame de imunofluorescência direta (DFA), o enzimaimunoensaio (EIA), biologia molecular, por meio da captura híbrida e testes de amplificação de ácido nucleico (NAAT).

Caso seja confirmada a presença da bactéria no organismo, o médico irá traçar a estratégia mais adequada de tratamento, que pode abranger o uso de antibióticos específicos por ambos os parceiros.

Já a prevenção, como já destacado mais acima, é através do sexo com proteção. O uso de camisinha ainda é o único método para prevenir esta IST, assim como demais doenças sexualmente transmissíveis.

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3 Comentários
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