Cidadãos não vacinados contra a Covid-19 são proibidos de viajar de avião na Itália

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A partir desta segunda-feira, 10, novas medidas restritivas à pandemia da Covid-19 entram em vigor na Itália. A novidade da vez consiste na proibição de cidadãos não vacinados contra a Covid-19 a viajarem de avião dentro do país. 

Cidadãos não vacinados contra a Covid-19 são proibidos de viajar de avião na Itália
Cidadãos não vacinados contra a Covid-19 são proibidos de viajar de avião na Itália. (Imagem: Guglielmo Mangiapane/Reuters)

Na última semana, o Governo da Itália já havia determinado a vacinação obrigatória para adultos com 50 anos ou mais. Agora, o incremento na regulamentação contra a disseminação do vírus vem em conjunto com o aumento expressivo no número de casos positivos para Covid-19, desde crianças até idosos. 

É importante explicar que a restrição quanto a viagens para não vacinados contra a Covid-19 na Itália isenta os cidadãos que se recuperaram recentemente de uma infecção pelo vírus. O governo italiano também decidiu manter as escolas abertas ainda nesta segunda-feira, 10, mesmo diante do clamor dos profissionais da educação e do sindicato de médicos para que houvesse um adiamento de cerca de 15 dias.

Na visão do virologista Massimo Galli, profissional que atua no Hospital Sacco de Milão, a abertura das escolas trata-se de uma decisão “imprudente e injustificada”. Já o especialista em saúde pública, Walter Ricciardi, denominou a decisão do governo italiano como uma atitude explosiva em meio ao cenário caótico da atualidade. 

Ao todo, mais de um mil municípios optaram por manter as escolas fechadas, de acordo com informações publicadas pelos jornais locais. Vale mencionar que a Itália é o primeiro país de toda a Europa afetado pelo Covid-19 ainda na fase inicial da pandemia em 2020, registrando cerca de 140 mil mortes desde então. Até agora, mais de 86% dos cidadãos maiores de 12 anos de idade já se vacinaram contra o vírus. 

No que compete à vacinação contra a Covid-19 para crianças, 15% do grupo composto pela faixa etária de cinco a onze anos de idade já receberam a primeira dose do imunizante. Contudo, mesmo com a recomendação da vacina para a população geral e obrigatoriedade para o grupo com mais de 50 anos, o uso de máscaras faciais de proteção continua sendo obrigatório em locais como: teatros, cinemas, estádios esportivos e em todos os meios de transporte público da Itália. 

No que compete à vacinação obrigatória para adultos na faixa etária dos 50 anos de idade, a medida permanecerá vigente entre 15 de fevereiro a 15 de junho. Logo, os cidadãos que desrespeitarem a norma poderão receber multas que podem variar entre 600 euros a 1.500 euros, o correspondente a R$ 3.800 e R$ 9.700, respectivamente. De acordo com o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, a medida tem o intuito de “frear a curva de contágio e animar os italianos que ainda não tenham se vacinado”. 

 É importante mencionar que o decreto também estabelece que entre o início de fevereiro e o final de março, somente os cidadãos que possuírem o certificado de vacinação ou infecção recente serão autorizados a entrar em repartições públicas, bancos, correios e cabeleireiros. 

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a Itália possui 59 milhões de habitantes. Deste total, 28 milhões já estão na casa dos 50 anos ou mais. E do total populacional, 74,3%, o equivalente a 44 milhões, já tomaram as duas primeiras doses da vacina contra a Covid-19. 

Até então, esta exigência era direcionada somente aos professores e profissionais de saúde. Por esta razão, desde o mês de outubro de 2021, todos os servidores públicos precisaram ser imunizados ou apresentar o teste negativo para o vírus antes de entrar no local de trabalho. A recusa quanto à vacinação contra a Covid-19 reflete na suspensão do trabalho sem remuneração, mas não pode acarretar em demissão. 

Sendo assim, do dia 10 de janeiro, próxima segunda-feira, em diante, o comprovante de vacinação será solicitado para permitir a entrada em vários estabelecimentos na Itália, como:

  • Meios de transporte;
  • Hotéis;
  • Áreas externas de restaurantes;
  • Feiras;
  • Congressos;
  • Piscinas;
  • Pavilhões desportivos;
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