China responde por mais de 65% do superávit do Brasil em 2020

Valor corresponde a US$ 33,6 bilhões

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A China exerceu grande influência no resultado da balança comercial brasileira em 2020. Em suma, o país asiático respondeu por 65,88% do superávit do Brasil no ano passado. A saber, o valor corresponde a US$ 33,6 bilhões do superávit total, que chegou a US$ 50,995 bilhões em 2020. Vale ressaltar que, mesmo positivo, o superávit contribuiu para o recuo do déficit em conta corrente num momento de menor entrada de capital no país.

O desempenho da China superou em muito o de outros fortes parceiros comerciais do Brasil. Por exemplo, a contribuição da União Europeia chegou a US$ 1,5 bilhão, ficando muito abaixo do valor proporcionado apenas pelo país asiático. E a contribuição dos Estados Unidos foi ainda pior, ficando negativa no ano passado.

Os dados fazem parte do Boletim de Comércio Exterior (Icomex), divulgado ontem (15) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FVG/Ibre). A propósito, o levantamento também analisou dados dos investimentos estrangeiros no país de janeiro a novembro, bem como a previsão de retração do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Veja mais detalhes do levantamento

Em resumo, as exportações nacionais em 2020 atingiram a marca de 209,921 bilhões. Este valor representa uma queda de 6,1% na comparação com 2019 pelo critério da média diária. Contudo, apesar deste recuo, também houve retração nas importações do país (-9,7%), que chegaram a US$ 158,926 bilhões. Ou seja, mesmo com a queda nas exportações, a balança comercial apresentou superávit, porque as importações caíram ainda mais em 2020. Em outras palavras, o saldo comercial cresceu no acumulado do ano.

Por fim, o Icomex destacou que a queda nas importações foi puxada pela crise gerada pela pandemia da COvid-19 ao redor do mundo. Dessa forma, a balança comercial acabou apresentando um superávit mais robusto, ajudada pelo aumento nas exportações de commodities, especialmente para a China. Assim, houve a redução na queda das vendas externas em um ano marcado por forte retração na demanda mundial.

 

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