China responde por 70,4% do superávit do Brasil entre janeiro e maio

Dos US$ 27,1 bilhões acumulados nos cinco primeiros meses de 2021, o país asiático respondeu por US$ 19,1 bilhões

0

A China exerceu grande influência no resultado da balança comercial brasileira nos cinco primeiros meses de 2021. A saber, o país asiático respondeu por 70,4% do superávit comercial do Brasil no período. Esse valor corresponde a US$ 19,1 bilhões do superávit total, que chegou a US$ 27,1 bilhões entre janeiro e maio.

Vale destacar que a participação da China nas exportações brasileiras passou de 32,5% nos cinco primeiros meses de 2020 para 34% no mesmo período de 2021. Nessa base comparativa, o volume exportado para a China cresceu 1,4%, enquanto os preços variaram 32,3%.

Já para os Estados Unidos, outro forte parceiro comercial do Brasil, os valores ficaram mais equilibrados. Nas exportações para o país norte-americano, o volume cresceu 12%. Por sua vez, os preços dos produtos variaram 11%, indicando bastante paridade entre as elevações.

Ao mesmo tempo, houve um salto de 45,1% no volume das exportações brasileiras para a Argentina entre janeiro e maio deste ano. Os preços variaram bem menos, chegando a 6,1%. Aliás, para os demais vizinhos sul-americanos, a variação ficou parecida: avanço de 31,8% no volume e de 5,8% nos preços médios das exportações.

A propósito, os dados fazem parte do Boletim de Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FVG/Ibre).

Importações também crescem nos meses

Além das exportações, a FGV também divulgou os dados das importações brasileiras. No caso das exportações, que tiveram alta de 30,6% no período, o que mais impulsionou o resultado foram os preços, cuja alta chegou a 20,8%. O volume de produtos embarcados também cresceu, mas de maneira bem menor (7,1%).

Por outro lado, o volume de produtos que entraram no país que liderou o crescimento das importações, que subiu 20,9% nos cinco primeiros meses. Aqui, o volume de itens importados saltou 17,4%, enquanto os preços variaram apenas 3,3%. Ambos os resultados foram obtidos na comparação com o mesmo período de 2020.

A FGV destaca os principais itens exportados entre janeiro e maio: açúcar e melaços, farelos de soja, carne bovina, combustíveis, celulose, carne de aves, semiacabados de ferro ou aço, ouro não monetário, ferro gusa e veículos de passageiro.

Por fim, o levantamento esclarece que todos os itens podem ser classificados como commodities, com exceção dos automóveis. De acordo com a FGV, a soja respondeu por 89% das exportações da agropecuária em maio e por 78% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. Café e algodão também se destacaram no período.

Leia Mais: Quase um terço dos MEIs encerram suas atividades nos cinco primeiros anos

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.