Chile aprova nova Constituição em plebiscito

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Neste domingo, dia 25, após mais uma semana de protestos, os chilenos foram às ruas de novo, mas dessa vez foi para ir às urnas e para comemorar o resultado positivo do plebiscito no Chile.

A Constituição chilena, vigente desde a década de 1980, quando o país ainda sofria sob a truculência da ditadura de Pinochet, caiu hoje. Dessa maneira, uma nova Constituição será elaborada com a aprovação de 78.2% contra 21,7% de rejeição dos chilenos.

O plebiscito

Além de decidir por uma nova Constituição, os chilenos decidiram que esta será redigida por meio de uma Assembleia Constituinte renovada. Isto é, os representantes que agora estão no poder não participarão do trâmite. Por isso, uma nova eleição ocorrerá em abril de 2021, quando os novos membros serão escolhidos. Um dos critérios exigidos é a paridade de 50% entre homens mulheres. Para participar da assembleia mista não será necessário participar de partido político.

Às 21 horas e 25 minutos, o atual presidente Sebastián Piñera anunciou “o princípio de um processo constituinte”. Garantiu que seu objetivo seria “impulsionar uma nova Constituição em que estejam refletidos os valores e princípios que marcam a alma da nossa sociedade, que reconheça e proteja os cidadãos de abusos e de discriminações, que reforce o Estado de Direito, a Justiça e Igualdade.”

Em matéria de Sylvia Colombo na Folha de São Paulo, o presidente do Servel (órgão eleitoral), Patrícia Santamaría, alegou antes do cômputo dos votos, que “nunca tínhamos [chilenos] visto uma processo de participação como o que estamos vendo”. Nas últimas eleições, a parcela da população chilena que se dirigia as urnas para votar não ultrapassava os 40% da população.

A abstenção, ainda de acordo com a Folha, tem sido um problema nos últimos anos nas eleições chilenas. Nas eleições municipais de 2016, apenas 36% dos eleitores compareceram. Nas presidenciais, somente metade participou. Isto contribuiu para a surpresa e a euforia diante do cenário histórico testemunhado com o plebiscito realizado neste domingo.

1 comentário
  1. […] O presidente Bolsonaro (sem partido), em suas redes sociais, sugeriu que as eleições dos EUA estaria sob ameaça de intervenção externa. Segundo Bolsonaro, a América do Sul também estaria sob a mira desse alguém estrangeiro, pois os países sul-americanos estariam caminhando em direção à esquerda. A fala do capitão afastado para a reserva faz referência às últimas eleições da Bolívia e da Argentina, assim como ao plebiscito que decidiu por uma nova Constituinte no Chile. […]

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