Chemsex: Combinação de drogas e sexo gera risco deletério e até mesmo fatal

Prática denominada como sexo químico vem crescendo no país com a ajuda de aplicativos

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Na busca por novas experiências sexuais, muitos jovens vêm abusando de uma prática extremamente perigosa, o chemsex.

O termo traduzido do inglês significa “sexo químico” e é caracterizado pelo uso de drogas com efeitos psicotrópicos na hora do ato sexual, a fim de aumentar ou prolongar os sentidos e libido dos envolvidos.

Além das drogas ilícitas, o consumo excessivo de álcool e a integração de mais parceiros no sexo, também fazem parte do chemsex, que abrange um maior público LGBTQIA+.

Um dos grandes facilitadores dos encontros de praticantes do sexo químico são os aplicativos de relacionamentos. Há, inclusive, alguns muito usados para este tipo de proposta, como por exemplo, o Grindr.

O Grindr é um aplicativo norte-americano destinado ao público LGBTQIA+, que tem como objetivo promover encontros de usuários próximos, através da geolocalização para paqueras e relacionamento.

Neste app já foram confirmados encontros para chemsex e até comercializadas as substâncias utilizadas durante esta prática.

Apesar de este não ser o intuito do aplicativo, alguns usuários acabam usando o Grindr, entre outros app de relacionamento para ofertar sexo e aditivos.

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Substâncias usadas durante o Chemsex

Visto que a comercialização de substâncias usadas no Chemsex é proibida no Brasil, a circulação acaba ocorrendo de forma clandestina, aumentando ainda mais os riscos de quem busca tais alternativas.

Essas substâncias produzem efeitos psicotrópicos, pois agem diretamente no sistema nervoso central (SNC) e nos receptores químicos do organismo. Diante disto, a possibilidade de desenvolver uma dependência é muito grande.

Dentre as mais usadas no sexo químico estão:

  • MDMA (ecstasy)
  • Metanfetamina
  • Cocaína
  • GHB – ácido gama-hidroxibutírico (Gina ou Gi)
  • Poppers

Riscos do sexo químico

Essas substâncias citadas acima, associadas ao sexo desprotegido e com múltiplos parceiros como geralmente ocorre no chemsex, eleva o risco de inúmeras e variáveis doenças.

A droga Gina ou Gi, como é popularmente conhecido o GHB, por exemplo, pode promover a depressão do sistema nervoso, rebaixamento do nível de consciência, coma e óbito em pouco tempo de uso, já que tem um limiar muito tênue entre o efeito psicoestimulante e o tóxico.

Outras consequências relacionadas a estas e as outras drogas acima são:

  • Arritmias cardíacas
  • Vasoespasmo
  • Infarto agudo do miocárdio
  • Problemas respiratórios
  • Diminuição da consciência
  • Desmaio
  • Lesões irreversíveis nas células nervosas
  • Ansiedade excessiva
  • Transtornos de personalidade
  • Depressão grave
  • Psicose

Além desses efeitos e o risco eminente de óbito, os praticantes do chemsex ainda estão suscetíveis às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). É o que diz um estudo do Departamento de Saúde Global e Desenvolvimento da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

De acordo com esta revisão sistemática publicada em 2019, existe uma maior probabilidade de homens com sorologia positiva para o HIV serem mais propensos à prática em comparação aos HIV negativos. Outra conclusão foi que os participantes de Chemsex eram mais propensos a realizar o ato sexual sem o uso de preservativo, aumentando assim o risco de contágio e transmissão de IST.

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