Catedral britânica inaugura pintura de Jesus negro em apoio aos protestos

De acordo com a organização da catedral de St Albans, a ideia é apoiar os protestos que pedem o fim do racismo pelo mundo

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A catedral católica de St Albans decidiu inaugurar uma pintura de Jesus Cristo negro. O quadro representa a Santa Ceia, um dos momentos mais conhecidos do cristianismo. De acordo com os idealizadores, o objetivo é demonstrar apoio aos manifestantes do Movimento Black Lives Matter.

O quadro é de autoria da artista Lorna May Eadsworth e foi colocado propositalmente em um área conhecida como Altar dos Perseguidos. St Albans é uma pequena cidade que fica apenas a 25 quilômetros de Londres, a capital da Inglaterra.

De acordo com membros da catedral, a obra ficará aberta para visitações. Aliás, esse processo de visitação já começou desde este ultimo sábado (4). Os visitantes poderão tirar fotos da obra de arte e refletir sobre o racismo no mundo.

O quadro é, de fato, uma espécie de releitura do famoso quadro, A Última Ceia, de Leonardo da Vinci. Nele, é possível ver Jesus reunido em uma grande mesa com os seus discípulos. Isso teria acontecido momentos antes de sua crucificação.

A artista disse que o objetivo da obra é fazer com que as pessoas reflitam. De acordo com ela, as pessoas precisariam questionar a visão de um Jesus branco. “Meu objetivo é fazer com que as pessoas questionem esse mito ocidental de que Cristo tinha cabelo claro e olhos azuis”, disse Lorna.

Jesus

Polêmicas à parte, o fato é que a Inglaterra é um dos países que vem registrando uma série de protestos contra o racismo. Cartazes com as palavras “O Reino Unido não é inocente” são comuns por lá. Os protestos no país também foi motivados pela morte de George Floyd, o homem negro que foi sufocado por um policial branco antes de vir à óbito.

Por isso, o Reino Unido viu o crescimento de vários debates nesse sentido. Neste momento, o país está debatendo a retirada de estátuas de escravagistas e/ou colonialistas famosos das principais ruas do país. É algo que já foi rechaçado pelo primeiro-ministro, mas que está entre as prioridades dos manifestantes.

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