Casos de racismo e violência na semana de Libertadores

Três jogos tiveram relatos de casos de racismo ao longo da semana.

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Infelizmente, o racismo é um problema vivido em todos os âmbitos da sociedade mundial. Aqui no continente sul-americano, a colonização criou uma enorme miscigenação na população. Sendo assim, como o branco sempre se achou superior às pessoas de outra coloração de pele, o racismo é um problema enorme no continente.

Dito isso, o ambiente do futebol não escapa. Aliás, como o estádio é considerado por muitos um lugar completamente permissivo, casos de racismo e violência estão, inclusive, se banalizando. Embora seja crime cometer injúria racial, o meio de semana foi marcado por quatro casos de racismo durante quatro jogos da Libertadores. O detalhe é que foram em quatro países diferentes.

O primeiro deles aconteceu na terça-feira (27). Durante o jogo entre Corinthians e Boca Juniors-ARG, um torcedor xeneize foi detido pela polícia após ser filmado imitando um macaco. No entanto, o homem pagou R$3 mil reais de fiança e foi solto. Inclusive, em suas redes sociais, fez uma publicação extremamente infeliz ao sair do estado de São Paulo, não demonstrando nenhum arrependimento pelo que tinha feito.

Racismo
Torcedor do Boca Juniors detido na Neo Química Arena na última terça-feira. Foto: Divulgação / Twitter.

Casos de racismo não param por aí 

No mesmo dia, torcedores do Estudiantes também foram vistos imitando macacos na partida contra o Red Bull Bragantino. Já no dia seguinte, o Palmeiras foi visitar o Emelec-EQU na cidade de Guayaquil. No estádio George Capwell, um torcedor foi filmado apontando para o braço e chamando torcedores palmeirenses de Macaco.

Por fim, na partida de ontem (28) entre Universidad Católica e Flamengo, no Chile, a situação foi ainda pior, pois tivemos casos de violência juntos. Isto é, além de também vermos torcedores da Católica imitando macacos, foram atiradas garrafas, sinalizadores e até pedras em direção à Nação. Um torcedor foi atingido na cabeça e acabou ferido.

Agora, os clubes precisaram se unir e tomar alguma providência. Por mais que seja um crime que acontece muito também fora do futebol, esse ambiente permissivo do estádio precisa acabar e as pessoas precisam ser punidas. Isto é, não dá mais para aceitar isso e deixar os racistas saírem impunes, algo precisa ser feito.

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