Caso Beto Freitas: seguranças recorrem ao direito de silêncio

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Na noite de quinta-feira, dia 19, um vídeo viralizou na internet e causou revolta. Nele, um homem que resiste à imobilização de um dos seguranças leva um soco no rosto de um segundo homem. Já de joelho e sem equilíbrio, João Alberto Silveira Freitas, Beto Freitas, de 40 anos, é espancado e falece no local.

Protestos após a morte de Beto Freitas

Na sexta-feira, dia 20, diversas manifestações estouram no país com o objetivo de cobrar por justiça e igualdade racial. No mesmo dia em que autoridades, como o vice-presidente, Hamilton Mourão, negam que haja racismo no Brasil.

Sobre os seguranças acusados

A morte de Beto Freitas, nome dado à vítima pela família e pelo qual ficou conhecido em todo o país, teve 15 testemunhas do espancamento, as quais observaram a cena de barbárie em um semicírculo. No vídeo, uma mulher tenta ajudar, mas é afastada por um terceiro homem. Enquanto isso um dos seguranças ajoelha no pescoço da vítima por quatro minutos ininterruptos.

Os seguranças Giovane Gaspar e Magno Braz Borges recorreram ao direito constitucional de silêncio. Portanto, ainda não deram depoimento à polícia, mesmo após a prisão. Como recorreram ao silêncio, a Polícia Civil só poderá ouvi-los com autorização judicial.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Roberta Bertoldo, o prazo para conclusão do inquérito é de dez dias, podendo ir até 15. Eles podem, então, depor ainda nesta semana.

“A ação dos flagrados extrapola ao que se pode conceituar como necessária para contenção desta, pois passaram a praticar, contra ela, agressões quando já ao solo”, declarou o juiz Cristiano Vilhalba Flores.

O advogado dos seguranças alegou à Folha que não houve intenção de matar Beto Freitas. “Meu cliente não tinha intenção de matar e é absurda a relação do caso com o racismo.” “Os familiares do meu cliente são negros”, acrescentou David Leal, advogado de Giovane.

1 comentário
  1. […] depois da morte brutal de Beto Freitas em Porto Alegre, muita gente ainda está expressando revolta com a situação. Mas uma parte específica da cidade […]

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