“Cartão vermelho” de Bolsonaro não foi para ele, disse Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou de "barulheira" o desentendimento entre o presidente e alguns integrantes do ministério, e disse que o "cartão vermelho" citado por Bolsonaro não foi para ele.

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O Renda Brasil (programa que visa substituir o Bolsa Família) ganhou mais um capítulo nesta semana. Acontece que o presidente Jair Bolsonaro discordou dos meios propostos pelo Ministério da Economia de como seria financiado o novo programa social.

(Brasília – DF, 20/02/2020) Lançamento do Crédito Imobiliário com Taxa Fixa.
Foto: Marcos Corrêa/PR

Paulo Guedes, ministro da Economia, chamou de “barulheira” o desentendimento entre o presidente e alguns integrantes do ministério, e disse que o “cartão vermelho” citado por Bolsonaro não foi para ele.

Na terça-feira (15), o presidente comentou que “está proibido” dentro do governo falar sobre o programa Renda Brasil. O programa pagaria um pouco a mais do que o atual Bolsa Família.

A equipe econômica sugeriu alguns cortes em áreas específicas para financiar o programa, porém não agradou Jair Bolsonaro, que afirmou que o Bolsa Família vai continuar.

Bolsonaro ainda cedeu críticas sobre o modo como estavam sendo feitas as buscas de recursos para o Renda Brasil, a exemplo do congelamento de aposentadorias e pensões.

Waldery Rodrigues, secretário especial de Fazenda, em entrevista cedida ao G1 informou que as medidas apenas estavam sendo avaliadas pela equipe. Outra opção dada pelo ministério era a redução do seguro-desemprego.

O presidente chamou de “devaneio” as propostas e que daria “cartão vermelho” para o membro do governo que apresentasse novamente o projeto.

Em videoconferência, Paulo Guedes comentou sobre as reformas e o futuro da economia no país.

“Hoje [terça-feira] teve essa barulheira toda. Estamos fazendo conexões de pontos que não estão conectados. São estudos que fazemos, estamos assessorando. Várias simulações e estudos são feitos. Tratamento seletivo da informação distorce tudo”, afirmou Guedes.

Ele ainda afirmou que conversou com Bolsonaro na manhã de terça-feira (15).

“Como todos jornais deram isso hoje, que o presidente vai tirar dinheiro dos idosos, frágeis e vulneráveis para passar aos paupérrimos, o presidente repetiu o que tinha dito antes. E levantou um cartão vermelho, que não foi para mim. Conversei com o presidente hoje cedo. Lamentei muito essa interpretação”, disse o ministro.

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