Capital da Colômbia impõe confinamento estrito para conter avanço da Covid-19

Medida entra em vigor a partir deste sábado (10) em Bogotá

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A prefeita de Bogotá, Claudia Lopez, anunciou que os quase 8 milhões de habitantes da capital da Colômbia ficarão em confinamento estrito para conter o avanço da Covid-19 na cidade. A medida entra em vigor no sábado (10) e deve durar ao menos até segunda (12).

“No próximo fim de semana, sábado, domingo e segunda-feira, vamos todos ficar em casa (…) Em toda Bogotá estarão habilitadas apenas as atividades estritamente indispensáveis”, afirmou López em um vídeo publicado no Twitter.

“A terceira onda de contágio já começou, um terceiro pico vai acontecer, mas depende do nosso comportamento (…) para que possamos controlar seus efeitos muito negativos”, advertiu a prefeita, que também afirmou que as medidas podem ser prorrogadas na semana seguinte.

Além de Bogotá, outras cidades colombianas estão adotando medidas restritivas para combater a Covid-19, que está saturando os hospitais do país. É o caso de Medellín, Cali, Barranquilla e Santa Marta, onde o governo nacional impôs toques de recolher durante a noite.

Para conter a nova onda de infecções pelo coronavírus, no mês de março as autoridades colombianas intensificaram as restrições de circulação de pessoas durante a noite, assim como acontece em algumas cidades do Brasil.

Casos e mortes por Covid-19 estão em alta na Colômbia

Apesar dos esforços do governo, os casos e mortes por Covid-19 seguem em alta no país, que é o terceiro com mais óbitos pela doença na América Latina, com 64.293 mortes desde o começo da pandemia, segundo dados da Universidade John Hopkins. Neste quesito, a Colômbia só fica atrás do Brasil (333 mil) e do México (204 mil).

O número de casos confirmados na Colômbia também é alto. São 2.456.409 infecções, o que coloca o país no segundo lugar no ranking de mais diagnósticos positivos para Covid-19 na América Latina, ficando apenas atrás do Brasil (13 milhões).

Até o momento, a Colômbia aplicou ao menos uma dose da vacina em cerca de 2,4 milhões de seus 50 milhões de habitantes.

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