ButanVac: Anvisa autoriza testes da vacina em humanos

Instituto Butantan já produziu 7 milhões de doses do imunizante contra Covid-19

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Nesta quarta-feira (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou testes em humanos da vacina ButanVac, imunizante contra Covid-19 desenvolvido pelo Instituto Butantan a partir de ovos de galinha.

A aprovação de testes em humanos da ButanVac pela Anvisa era aguardada pelo Butantan desde abril e, mesmo longe de uma autorização de uso emergencial, o Instituto já produziu 7 milhões de doses da vacina.

Nas redes sociais, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), celebrou a notícia e agradeceu a Anvisa.
“A Anvisa acaba de autorizar os testes clínicos com a ButanVac, a vacina do Butantan contra a Covid-19, que não depende de insumos de outros países para sua produção. O Instituto Butantan já tem 7 milhões de doses prontas da ButanVac. Grande notícia. Obrigado Anvisa”, escreveu Doria no Twitter.

Em nota, a Anvisa informou que o Instituto Butantan, vinculado ao governo paulista, ainda precisa apresentar “informações complementares” antes de iniciar a aplicação experimental da ButanVac em humanos. Segundo a agência, nas últimas semanas houve “intensa troca de informações” e reuniões com o Butantan para tratar sobre a autorização.

Diferente da CoronaVac, que depende da importação de insumos da China, a ButanVac é inteiramente produzida em território nacional, o que aumenta a capacidade de produção e agiliza a campanha de vacinação no país.

“Não dependemos nada de importação, licenciamento. Vamos ser autossuficientes, vamos atender o Brasil e parte do mundo porque nossa capacidade de produção é muito grande. Podemos chegar a 100 milhões, 150 milhões de vacinas a partir do segundo semestre deste ano”, informou Dimas Covas.

ButanVac usa ovos de galinha como matéria-prima

A ButanVac usa ovos de galinha como matéria-prima, uma tecnologia que já é usada na produção da vacina da gripe comum pelo Instituto Butantan.

“É o mesmo princípio da vacina da gripe – você inocula uma cepa viral no ovo, que cresce no ovo embrionado e, depois, ele [o vírus] é purificado a partir desse ovo. Então, na verdade, a fábrica da vacina é o ovo – o embrião da ave, o pintinho, que produz os vírus que depois são transformados em vacina”, explicou Dimas Covas no ano passado.

A tecnologia da ButanVac utiliza o vírus inativado de uma gripe aviária que não afeta humanos, a doença de Newcastle, para transportar ao corpo do paciente a proteína S (espícula) do coronavírus.

A cepa viral escolhida para a fabricação da ButanVac, de acordo com Dimas Covas, é a variante P.1 do coronavírus, que tem maior capacidade de transmissão e letalidade.

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