Brasil registra alta na taxa de desemprego; veja os números

A taxa de desemprego chegou a 14,6% no terceiro trimestre deste ano, sendo a maior taxa da série histórica, que começou em 2012, e corresponde a 14,1 milhões de pessoas

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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27) mostram que a taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,6% no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma alta de 1,3% na comparação com o trimestre anterior, quando o número ficou em 13,3%. De acordo com o IBGE, essa é a maior taxa da série histórica, que começou em 2012, e corresponde a 14,1 milhões de pessoas.

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“Foram mais de 1,3 milhão de pessoas que entraram na fila em busca de um trabalho no país”, disse o IBGE, que divulgou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, referente ao período entre julho e setembro de 2020.

Segundo o estudo, a taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais. Os maiores índices foram anotados na Bahia (20,7%), Sergipe (20,3%) e Alagoas (20,0%) – Santa Catarina (6,6%) teve a menor.

Menos carteira assinada e mais informalidade

Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada somaram 9 milhões no 3º trimestre, uma alta de 4,3% (mais 374 mil pessoas) frente ao 2º trimestre, mas ainda 23,9% abaixo (menos 2,8 milhões) do registrado no mesmo período de 2019.

Já os trabalhadores com carteira assinada eram 29,4 milhões, uma queda de 2,6% (menos 788 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 11,2% (menos 3,7 milhões de pessoas) na comparação anual. Por fim, o número de trabalhadores por conta própria (21,8 milhões) subiu 0,6% (mais 119 mil) em 3 meses, mas caiu 10,8% (menos 2,6 milhões de pessoas) frente ao mesmo período do ano passado e 2019.

Flexibilização

De acordo com o IBGE, o percentual de ocupados caiu 1,1% na comparação com o segundo trimestre, somando 82,5 milhões de pessoas com trabalho, o que representa o menor patamar da série histórica – uma retração de 883 mil pessoas.

Para Adriana Beringuy, analista da pesquisa, esse aumento no desemprego reflete a flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia de covid-19. Segundo ela, houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no terceiro trimestre.

“Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurar trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente em busca de uma ocupação”, concluiu.

 

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