Bósnia: fogo destrói acampamento com mais de mil refugiados

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações não houve vítimas no incêndio

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Um incêndio destruiu nesta quarta-feira (23) um acampamento que abriga mais de mil refugiados na Bósnia. Grupos de direitos humanos criticaram o espaço porque considerava como inadequado devido à falta de recursos.

Incêndio destrói acampamento de imigrantes na Bósnia
Centenas de imigrantes fugiram em pânico quando viram uma espessa fumaça negra no céu. (Reprodução/The Guardian)

O fogo começou no campo de Lipa, perto da fronteira com a Croácia. No mesmo dia, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) declarou o fechamento da instalação porque as autoridades bósnias ignoraram seus apelos para fornecer serviços básicos.

Conforme a imprensa local, os residentes, principalmente do Oriente Médio, sul da Ásia e norte da África, fugiram em pânico quando viram uma espessa fumaça negra no céu. Um funcionário da ONU acredita que o incêndio tenha sido iniciado por imigrantes insatisfeitos com o fechamento temporário do campo.

“Pelo que sabemos agora, um grupo de ex-residentes colocou fogo em três barracas e contêineres depois que a maioria dos imigrantes deixou o campo”, disse o porta-voz da IOM, Peter Van der Auweraert. Ainda de acordo com a organização, não houve vítimas no incêndio.

Refugiados na Bósnia

A IOM pediu às autoridades bósnias para prepararem o acampamento para o inverno, que começou na Europa na última segunda-feira (21). Além disso, o governo do país deve oferecer uma opção de abrigo alternativo enquanto o trabalho está em operação.

Agora, centenas de refugiados, incluindo crianças, estão sem abrigo. A previsão do tempo não ajuda, porque as temperaturas na Bósnia devem chegar a -4ºC nos próximos dias.

A Bósnia se tornou um grande centro de acolhimento para milhares de imigrantes que esperam chegar à União Europeia (UE). A maioria está concentrada na região de Bosanska Krajina, no noroeste do país, já que outras regiões do país etnicamente dividida se recusam a aceitar os estrangeiros. De lá, eles tentam cruzar a fronteira com a Croácia para a UE, onde enfrentam resistências.

As autoridades bósnias ordenaram a transferência de milhares de migrantes para o acampamento temporário remoto em março deste ano, no início do surto de coronavírus.

Há algumas semanas, quando as temperaturas caíram para -6ºC, mais de 1.400 pessoas ainda moravam no acampamento. Segundo relatos, o chuveiro e o banheiro congelaram e as pessoas foram forçadas a usar a floresta ao redor para fazer suas necessidades.

A UE alertou a Bósnia que milhares de migrantes enfrentam um inverno gelado sem abrigo. Ao mesmo tempo, pede às autoridades políticas do país para deixarem de lado suas diferenças e agirem.

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