Bolsonaro volta a falar sobre Auxílio Emergencial: “Chegou no limite”

Em uma praia do litoral paulista, presidente disse que o país se endividou demais na pandemia e que Auxílio chegou no limite

1

Como fez durante as últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre o fim do Auxílio Emergencial nesta quarta-feira (30). Em uma praia na cidade de Praia Grande, em São Paulo, ele disse que o benefício “chegou no limite”.

“Querem que a gente renove (o auxílio emergencial), mas a nossa capacidade de endividamento chegou ao limite”, disse o presidente no meio de apoiadores. Ele citou o rombo nas contas públicas do governo nessa mesma fala.

“Sei que muitos cobram, querem coisa melhor e alguns esquecem até que estamos terminando um ano atípico. Nós nos endividamos em R$ 700 bilhões para conter a pandemia”, completou Bolsonaro. Pessoas da comitiva publicaram o vídeo nas redes sociais.

Esse rombo de R$ 700 bilhões deixa, de fato, pouca margem para que o Governo mantenha o Auxílio Emergencial. Por isso, o que existe é uma pressão para que o Governo proponha a prorrogação do período de calamidade pública.

Isso porque é justamente este período de calamidade que possibilita a manutenção de alguns gastos do governo. Mas informações de bastidores dão conta de que o Governo quer que esse pedido parta de outro lugar, como o Parlamento, por exemplo.

Auxílio Emergencial

O Auxílio Emergencial existe desde o último mês de abril de 2020. Logo depois ele passou por duas prorrogações até chegar nesta quinta (31), o último dia do ano. É também o último dia de calamidade pública no país.

O Supremo Tribunal Federal (STF) até determinou a manutenção do período de calamidade por mais algum tempo, mas isso se refere a apenas alguns pontos. Dessa forma, essa decisão do STF não tem poder sobre a permissão dos gastos públicos do governo.

Avalie o Artigo:

Sucesso na Internet:

1 comentário
  1. Lucio Alvarez Diz

    O presidente quer que a decisão de prorrogar o aux. emerg. venha do parlamento para negociar seus vetos. Vejam vocês: as parcelas do aux. assim como o adiantamento para aposentados e pensionistas serviram também para fomentar a economia, deve ser olhado como um investimento, pois teve retorno. Menos proveitoso foi a liberação em abril de 1,4 trilhões para os bancos que deveriam retornar à economia e não aconteceu, pois investiram em ouros tipos de aplicação, até no mercado internacional, qdo. deveria ter sido empregado em empréstimos com juros subsidiados. Agora a desculpa que não tem dinheiro! Porque quardar tanta verba espalhada por aí!

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.