Bolsonaro volta a atacar a vacina Coronavac e nega corrupção

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Na última quinta-feira, dia 24, o presidente Jair Bolsonaro não deixou o hábito de realizar uma live, apesar do Natal. Em pouco mais de sessenta minutos, o presidente comentou diversos pontos sobre os dois primeiros anos de governo. Além disso, fez um rápido balanço do ano de 2020 e afirmou que “o Brasil foi muito bem apesar da pandemia”.

Dois anos sem corrupção, destaca Bolsonaro

Outro tema abordado por Bolsonaro foi os casos de corrupção. A despeito das investigações envolvendo os filhos e a polêmica em torno do cheque de R$ 89 mil reais depositado por Fabrício Queiroz, ex-assistente de Flávio Bolsonaro, na conta de Michele Bolsonaro, primeira dama, o presidente negou qualquer existência de corrupção em seu governo.

“Dois anos graças a deus sem corrupção. Tem gente ainda que me acusa que eu acabei com a Lava-jato. Esse tipo… esse pode ser um canalha intelectual ou desinformado. Não tem outra opção! A Polícia Federal nunca trabalhou tanto, porque passou a ter liberdade!”, disse Bolsonaro

No entanto, a saída do ex-ministro e juiz Sérgio Moro e a repercussão da reunião ministerial de 24 de abril envolviam justamente a suspeita de que o presidente e sua família planejavam intervir na instituição. O ocorrido, aliás, resultou na abertura de investigação acerca das supostas tentativas de intervenção do presidente na direção da Polícia Federal, com o objetivo de entregar o cargo a um amigo da família.

Não haverá responsabilidade por efeitos colaterais, especula o presidente

Conforme as festas de fim de ano se aproximavam e com elas a retomada de força da pandemia e as primeiras aplicações da vacina em alguns países ao redor do mundo, Bolsonaro voltou a atiçar polêmica sobre o imunizante.

Na live da véspera de Natal não foi diferente. Na semana passada, o presidente alegou que um dos efeitos colaterais poderia ser a metamorfose em jacaré. Apesar da brincadeira, a falta de decoro e o sentido de minar a credibilidade do imunizante atiçaram as críticas. Dessa vez, sem citar fontes, números ou nomes, o presidente alegou que a vacina de São Paulo teria a eficácia baixa.

“Só por curiosidade, a eficácia daquela vacina lá de São Paulo parece tá lá embaixo, né? A eficácia parece tá lá embaixo. Eu não vou divulgar valores percentuais aqui, porque se eu errar 0,0001% eu vou apanhar da mídia, então não vou divulgar. Levando-se em conta a outra… a outra”, disse Bolsonaro ao esquecer o nome da vacina de Oxford e Pfizer. São essas as mais defendidas pelo governo por não serem produzidas pela China e não terem a participação direta do governo de São Paulo, sob a administração de João Dória.

“Assinei na semana passada uma medida provisória com um crédito de R$ 20 bilhões de reais par comprar vacina. Mas, deixar bem claro para vocês. Até o momento, se aparecer uma vacina aí, apresentar pra gente, e se for certificada pela Anvisa […] passando pela Anvisa, nós vamos disponibilizar para todo mundo de forma gratuita. Agora, deixar bem claro para vocês: na bula, no contrato tá escrito lá no contrato dessa vacina, né? Não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral”.

E repete: “Não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. A decisão é tua! Daí se fala do termo de responsabilidade: tem gente que quer que baixe um termo de que a responsabilidade é minha, do governo federal, não vou assinar isso! Não vou aceitar a vacina feita, que não está devidamente comprovada ainda. Quem está com pressa, que se responsabilize!”

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7 Comentários
  1. Eduardo L. Da Silva Diz

    Isso mesmo, a pressa é inimiga da perfeição, vamos fazer as coisas sem pressa para amanhã não ter problemas, e até não liberarem a vacina, o certo é continuar com as barreiras nas fronteiras do nosso PAÍS.

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