Bolsonaro: ‘Vamos crescer 4% este ano; se não tivesse pandemia, seria 7%, 8%’

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Nesta quinta-feira (10), o presidente Bolsonaro disse que o objetivo de 2021 é crescer cerca de 4% durante a pandemia e que, sem ela, o crescimento seria de quase 8%. 

O PIB brasileiro teve um aumento de 1,4% no primeiro trimestre deste ano, contudo, os valores da inflação acumulada não são positivos: chegam a 8,06%. Essa porcentagem é maior que aquela que foi adquirida pela Ditadura Militar. 

Analistas argumentam que o principal influenciador da inflação neste valor tenha sido o auxílio emergencial. Com ele, somente no ano de 2020 foram mais de R$ 44 bilhões em circulação acima do valor tradicional. Quanto mais dinheiro há em circulação, maiores são os preços dos alimentos e dos produtos. 

Apesar disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, está estudando uma possível prorrogação por mais dois meses. Para isso, talvez seja necessário criar uma nova emenda constitucional ou então, o governo pode sofrer com processos de crime de responsabilidade devido aos gastos excessivos.

O presidente Bolsonaro disse, em seu discurso, que aqueles que atuam como informais foram abatidos durante a crise econômica.

Aqueles que trabalham como MEI argumentam que houve pouco incentivo do governo. Uma das poucas ajudas foi a prorrogação do imposto do DAS, que contribui para a aposentadoria e os tributos do CNPJ. O pagamento do mês de maio foi prorrogado para o dia 22 de novembro. 

Juros voltaram a subir e Bolsonaro vê lado positivo

Os juros voltaram a subir nesta quinta-feira (10). E, com os aumentos de taxas bancárias, há a diminuição da inflação e do preço do dólar. Como consequência, o real fica ainda mais valorizado. 

Entretanto, apesar da taxa Selic ter saído de 2% para 3,5%, o dólar continua instável e subindo. Isso pode provocar novos aumentos dos combustíveis, um dos principais produtos consumidos pela população que trabalha fora ou que anda de ônibus (passagens ficaram mais caras devido a alta de combustíveis). 

A COPOM manifestou que irá subir os juros para mais 0,75 pontos. A taxa de 7% que estava sendo cobiçada, parece longe da realidade brasileira. 

O dólar, que é influenciado pela Taxa Selic, fechou o pregão custando na faixa de R$ 5,06.

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