Bolsonaro traz Anvisa à baila em disputa pela vacina

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Na terça-feira, dia 20, o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que sua pasta compraria 46 milhões de doses da vacina contra Covid-19 do Instituto Butantan. Foi um alívio para João Doria (PSDB-SP), que comemorou em rede social “Venceu o Brasil”, e, sobretudo, para a sociedade brasileira. Esta que passou a marca dos 155 mil mortos pela Covid-19 e adentra no décimo mês da pandemia causada pelo novo coronavírus. Entretanto, no dia seguinte, na quarta-feira, dia 21, Jair Bolsonaro negou a compra do imunizante. Antes disso, porém, ligou para o ministro para tratar sobre a desautorização. Pazuello, inclusive, disse que compraria a vacina apenas porque o próprio presidente estava ciente da proposta, conforme informado por assessores do governo.

A Anvisa que a pandemia pediu

Coincidentemente, hoje, quinta-feira, dia 22, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), autarquia vinculada ao Ministério da Saúde, notificou ao diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, que adiaria a reunião para decisão de liberação da matéria-prima necessária para o desenvolvimento do imunizante. Não adiou algumas horas ou um dia, a reunião foi adiada para 11 de novembro.

Parece que a pandemia também terminou para a Anvisa, já que o pedido formal de liberação excepcional da importação do produto foi feito pelo Butantan no dia 23 de setembro, há um mês atrás. Se o novo coronavírus não é uma urgência, não podemos saber então o que é.

A liberação da vacina

Segundo matéria de Mônica Bergamo na Folha desta tarde, Dimas Covas afirmou que a Anvisa está retardando a liberação da autorização para compra da matéria-prima da farmacêutica chinesa Sinovac.

“Estou inconformado e ansioso”, confessou. “Uma liberação que ocorre em dois meses deixa de ser excepcional”, acrescentou Covas.

“A fábrica do Butantan já está pronta para produzir a vacina”, garantiu. “Estamos esperando apenas a autorização para importar a matéria-prima e começar o processo.”

Covas ainda informou que após a matéria-prima entrar no laboratório do Instituto Butantan, ainda serão necessários cerca de 45 dias para testes de qualidade antes da liberação da vacina.

2 Comentários
  1. […] quinta-feira (22), o diretor-geral do instituto, Dimas Covas, alegou que a Anvisa havia adiado a reunião solicitada há um mês atrás para o dia 11 de novembro, com o intuito de obstruir a produção da vacina em São Paulo. Na noite do mesmo dia, Antonio […]

  2. […] em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Apoio que, nos mês passado, foi motivo de desentendimento e especulações sobre politização da Agência e da vacina contra o […]

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