Bolsonaro tentou boicotar medidas para conter a Covid-19, diz ONG

A ONG de direitos humanos Human Rights Watch criticou o atual presidente por subestimar a pandemia, piorando a crise.

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O governo de Jair Messias Bolsonaro foi severamente criticado pela ONG Human Rights Watch. Nesta quarta-feira (13), a ONG liberou um relatório anual sobre os direitos humanos em mais de 100 países, sendo essa a 31ª edição da avaliação.

Bolsonaro fez “pouco caso” da pandemia, segundo a ONG

A ONG criticou diversos pontos do atual governo brasileiro, entre eles, acusou Bolsonaro de sabotar medidas necessárias para conter o avanço do novo coronavírus. Isso porque, de acordo com o relatório, Bolsonaro minimizou os riscos, fez “pouco caso” da situação e ironizou mortes. Além disso, a ONG lembra que Bolsonaro realizou diversas trocas para líderes do Ministério da Saúde, mas, sem êxito.

Informações escondidas sobre a Covid-19

“O presidente Bolsonaro subestimou a covid-19, que ele chamou de ‘gripezinha’; se recusou a tomar medidas para se proteger; disseminou informações erradas; e tentou bloquear Estados de impor distanciamento social. A administração dele tentou esconder informações sobre a covid-19 do público. Ele demitiu o ministro da Saúde por defender as recomendações da Organização Mundial da Saúde e o substituto se demitiu por se opor à defesa do presidente de uma droga não eficaz no tratamento da covid-19”, declarou o documento.

A ONG aponta outros aspectos falhos no governo de Bolsonaro

A ONG ainda salientou que a população indígena e negra são as mais vulneráveis no país, principalmente agora, durante a pandemia. Entre os motivos para essa afirmação está o difícil acesso à saúde e os riscos à vida. 

O Brasil já tem mais de 204 mil mortes e mais de oito milhões de casos do novo coronavírus.

Violência, brutalidade e meio ambiente

Além da pandemia, a ONG também citou alguns pontos negativos do brasil, como violência, brutalidade policial e falta de preservação do meio ambiente. O relatório publicado mostra o número de vítimas por policiais no Rio de Janeiro no ano passado (2020), 744 mortes.

“Enquanto algumas mortes por policiais são em legítima defesa, muitas outras são resultado de uso excessivo de força. O abuso policial contribui para um ciclo de violência que prejudica a segurança pública e coloca em risco a vida de civis e policiais”.

A política ambiental do governo de Jair Messias Bolsonaro também foi criticada. As queimadas do pantanal foram consideradas a maior destruição em mais de duas décadas”, em 2020, afirmou a ONG.

Fonte: G1, HRW / Imagem: Época.

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1 comentário
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