Bolsonaro se nega a depor sobre interferência na PF

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Em setembro, o agora aposentado e ex-ministro do STF, Celso de Mello, determinou que o presidente, Jair Bolsonaro (sem partido) depusesse pessoalmente sobre a acusação de interferência na Polícia Federal (PF).

A acusação ocorreu após a reunião ministerial de 22 de abril, na qual o presidente afirmou que trocaria quem precisasse fosse da PF ou dos ministérios para proteger a família. Depois da reunião, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, pediu demissão da pasta, pois era contra a troca e cedeu o próprio celular como prova das intenções de Bolsonaro.

No dia 2 de maio, Moro depôs à Polícia Federal em Curitiba e desde então espera-se pelo depoimento de Bolsonaro.

O depoimento de Bolsonaro

Nesse meio tempo, o presidente, em setembro, apresentou recurso junto à Advocacia-Geral da União ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que pudesse depor por escrito. No mesmo mês, o então ministro Celso de Mello foi de encontro com a disposição do procurador-geral da República, Augusto Aras, e determinou que Bolsonaro realizasse seu depoimento pessoalmente no inquérito.

Após a aposentadoria de Celso de Mello, a relatoria da investigação foi destinada ao ministro Alexandre de Moraes, quem agora deverá decidir se a presença de Bolsonaro se faça ou não. Portanto, há o risco de que o presidente responda com a ausência na audiência.

Portanto, nesta quinta-feira, dia 26, o advogado-geral da União, José Levi do Amaral Júnior, comunicou ao STF a indisponibilidade  e apelação do presidente Jair Bolsonaro.

“O peticionante [Bolsonaro] vem, respeitosamente, à presença de V.Exa., declinar do meio de defesa que lhe foi oportunizado unicamente por meio presencial”, afirmou Levi.

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2 Comentários
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