Bolsonaro não corrige tabela e obriga 10,5 milhões a pagar Imposto de Renda

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Uma das principais promessas do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, era de corrigir a tabela de Imposto da Renda para a isenção daqueles que recebessem menos de R$ 5 mil. Sem a correção, é estimado que mais de 10,5 milhões de brasileiros tenham que pagar valores superfaturados. A isenção atualmente ocorre para aqueles que recebem menos de R$ 1.903,98 por mês, equivalente ao valor inferior a dois salários. 

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Segundo Bolsonaro, o país não pode passar por essa mudança neste momento, já que está à beira de uma crise econômica causada pela Covid 19 e a volta do auxílio emergencial. Além disso, ainda acrescentou: “Vamos tentar pelo menos em 2022 passar para R$ 3.000.” Outro fator é que o mesmo admitiu que não irá conseguir mudar o piso para R$ 5 mil até o fim do mandato que ocorre no próximo ano. 

Vale ressaltar que aqueles que receberam a renda acima de R$ 22.847,76 devem fazer a declaração de Imposto de Renda e devolver o valor do auxílio emergencial caso tenham recebido algum. 

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De acordo com os estudos realizados pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), a tabela de Imposto de Renda apresenta uma defasagem acima de 113% e não está levando em consideração o atual valor da inflação. 

Quanto devo pagar com o meu Imposto de Renda?

O Sindifisco Nacional acrescenta que alguém que recebe R$ 3000, deve pagar um valor de R$ 95,20 por cada mês de salário que foi recebido. Ao realizar a multiplicação de números, consegue-se encontrar a faixa de R$ 1.142,4. Outro ponto de destaque é que os cálculos deixaram de fora o décimo terceiro e valores de férias remuneradas. Se a tabela acompanhasse a inflação brasileira, essas pessoas não teriam que pagar. 

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A última correção ocorreu no ano de 2015, durante o governo de Dilma Rousseff. Ela havia definido a taxa de 5,6% mas que ainda assim foi inferior à porcentagem de 10,67% da inflação do mesmo ano. 

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