Bolsonaro janta com aliados e empresários em São Paulo em clima de otimismo

Presidente e membros do governo reforçaram a posição do Brasil como fabricante de vacinas; Butantan informou sobre paralisação na produção por falta de matéria-prima

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O jantar do presidente Jair Bolsonaro com empresários, realizado nesta quarta-feira (7) em São Paulo, foi tomado pelo clima de otimismo.

O tema central do encontro foi a política de vacinação do governo para o enfrentamento da Covid-19.

A ideia era discutir alguns temas polêmicos relacionados à vacinação para o setor privado e como devem funcionar as agendas de reforma econômica.

Durante a confraternização, Bolsonaro afirmou estar fazendo o máximo possível para garantir a imunização da população.

Reunião de alto escalão

Além de Bolsonaro, a comitiva presidencial que participou do jantar contou com nomes de peso:

Paulo Guedes (Ministro da Economia);

– Tarcísio de Freitas (Ministro da Infraestrutura);

– Marcelo Queiroga (Ministro da Saúde);

– Fábio Faria (Ministro das Comunicações);

– Roberto Campos Neto (Presidente do Banco Central);

– General Augusto Heleno (Chefe do Gabinete de Segurança Institucional).

O jantar foi oferecido por Washington Cinel, dono da empresa de segurança Gocil e contou com uma extensa lista de empresários importantes, entre eles:

– Rubens Ometto, da Cosan;

– André Esteves, do BTG Pactual;

– Alberto Saraiva, do Habib’s;

– João Camargo, do grupo Alpha;

– David Safra, presidente do Banco Safra;

– Flávio Rocha, da Riachuelo;

– Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Impressões do encontro

Segundo informações da Folha, um participante do jantar informou que Bolsonaro foi ovacionado pelos empresários presentes.

Na saída do jantar, o ministro Tarcísio de Freitas comentou sobre o fato do Brasil ser um dos poucos países do mundo que fabricam vacina:

“São sete países que produzem vacinas e o Brasil é um deles. Começamos a produzir só na Fiocruz um milhão de doses por dia. Fizemos uma aposta correta que vai começar a produzir fruto e isso vai dar o ritmo de vacinação que a gente precisa”, disse.

O ministro Marcelo Queiroga afirmou que a dificuldade de se obter vacinas não é só no Brasil e defendeu uma união nacional para se obter os imunizantes.

Ao término do encontro, Paulo Guedes afirmou que a economia brasileira está se reerguendo, mas ressaltou que é preciso avançar na vacinação em massa para sustentar o crescimento.

Segundo ele, a síntese do encontro foi, de um lado, vacinação em massa e, de outro, o avanço nas reformas estruturais.

O ministro disse ainda que o governo vai trabalhar para atacar um problema no país que é a renda.

Ele ressaltou que, assim que a retomada do auxílio emergencial acabar, é preciso “aterrissar” em um programa social forte e sólido.

No final do evento, os ministros afirmaram que a carta assinada por centenas de empresários cobrando medidas de combate à pandemia não foi discutida no jantar.

Butantan suspende produção da CoronaVac

Na contramão do que foi abordado pelos ministros, o Instituto Butantan informou, na noite da última quarta-feira (7), que a produção da vacina Coronavac está temporariamente paralisada.

O motivo por trás da paralisação na produção da vacina utilizada contra a Covid-19, seria a falta de matéria-prima.

Um novo carregamento do chamado IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) estava previsto para chegar da China na próxima sexta-feira (9), mas foi postergado.

O Butantan ainda vai seguir com a entrega de vacinas na próxima semana, porque tem 2,5 milhões de doses já prontas aguardando o prazo do controle de qualidade.

O Brasil alcançou, na última quarta-feira (7), a marca de 13.197.031 casos e 341.097 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia.

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