Bolsonaro diz que não cabe a ele decidir sobre uso de máscaras

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Após repercussão de que  Bolsonaro estaria tentando fazer com que aqueles que tomassem a vacina não precisassem mais usar máscaras, o presidente se manifestou nesta sexta-feira (11) e disse que a decisão deve ser exclusiva dos governadores e prefeitos. 

“(…) Se bem que quem vai decidir na ponta é governador e prefeito, eu não apito nada. Segundo o STF, quem manda são eles. Mas nada como estar em paz com a sua consciência”, disse Bolsonaro. 

Vale ressaltar que a transmissão pode acontecer mesmo que o indivíduo já tenha sido vacinado. Então, praticar o isolamento para garantir a diminuição da proliferação durante a vacinação da Covid-19 é um ato de empatia com o próximo e também de saúde pública: se garante que novas cepas não serão desenvolvidas. 

Nesta sexta-feira (11), a CPI conta com a presença de dois cientistas, Natalia Pasternak e Claudio Maierovitch. Ambos são contra o uso de medicamentos para tratamento precoce e possuem a missão de explicar o porquê a cloroquina e muitos outros não são eficientes. 

A semana contou com o depoimento de Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, que deixou explícito ser contra as medidas de proteção que foram indicadas pela OMS, Organização Mundial da Saúde. De acordo com ele, não há comprovação científica de que os estádios de futebol podem desencadear uma terceira onda da Covid-19. 

O cientista Claudio, em seu depoimento, fez algumas comparações e análises de outros países que realizaram o distanciamento e isolamento. Um deles foi Portugal, no qual o mesmo diz ter sido um isolamento eficiente e que diminuiu os casos de forma expressiva. 

Covid-19 no Brasil e governo Bolsonaro na CPI

O Brasil tem 482 mil mortos pela Covid-19 e mais de 17,2 milhões de casos. De acordo com o gráfico de andamento da pandemia, é provável que a faixa de meio milhão de vidas perdidas chegue até o final da próxima semana. Enquanto isso, pouco mais de 75% da população não foi vacinada. 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, argumentou, em seu primeiro depoimento da CPI, que iriam vacinar mais de um milhão de pessoas por dia. Entretanto, o número real ainda é bem menor. O mesmo foi questionado sobre os motivos de inflar os valores de vacinados e compras de vacinas. 

 

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