Bolsonaro critica decreto que impede turismo em Angra dos Reis

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O presidente Jair Bolsonaro criticou o decreto que impede o turismo em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A reclamação foi durante a cerimônia de posse do novo ministro do Turismo, Gilson Machado, na última quinta-feira (17/12). 

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Essa não foi a primeira vez que o presidente criticou a criação da Estação Ecológica de Tamoios, na baía de Ilha Grande, que fica entre Angra dos Reis e Paraty, no litoral sul do estado. Desde o início do mandato, o presidente, que por sua vez tem uma casa de veraneio em Angra dos Reis, tem dito que a região tem potencial para ser uma nova Cancún.

Assinado em 1990 durante o governo do ex-presidente José Sarney, a medida determina que 29 ilhas da baía de Ilha Grande se tornem áreas de preservação ambiental. Contudo, o conjunto corresponde a apenas 5% da área total da região. Bolsonaro disse que vai pedir a revogação do texto ao Congresso Nacional a fim de que o turismo possa ser explorado na região.

Assim, a partir do decreto, que institui a Estação Ecológica de Tamoios, ficam proibidas atividades como mergulho, navegação e pesca na estação, que é rica em espécies animais em extinção. Para o chefe do Executivo atual, o texto atrapalha o potencial turístico da região, que está “praticamente inviabilizado” pela medida de Sarney.

“Nós devemos revogar isso da lei com ajuda do parlamento. Graças a Deus que passa. Mas independentemente da questão turística, se nós revogarmos isso, transformando essa área de interesse turístico, nós vamos fazer algo muito, mas muito melhor, do que Cancún, a custo zero”, disse Bolsonaro em discurso no Palácio do Planalto em cerimônia realizada para empossar Gilson Machado como novo ministro do Turismo. 

Ele assume o cargo uma semana após o “Diário Oficial da União” publicar a exoneração de Marcelo Álvaro Antônio da função de ministro e a nomeação de Machado. Até então, comandava a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Angra dos Reis, a “Cancún brasileira”

Caso o decreto seja derrubado, o presidente afirmou, por exemplo, que “o pessoal que costuma passar férias fora do Brasil vai preferir ficar na baía de Angra”. “É dinheiro para nós, recursos para nós. Os municípios ali, de Angra dos Reis, Paraty, Mambucaba, Mangaratiba, vão lucrar com isso. O Brasil todo vai lucrar com isso”, ponderou.

Então, Bolsonaro continuou a listar as diversidades naturais da região, preservados hoje pelo decreto. “Nós temos uma área que Deus nos deu, chamada baía de Angra dos Reis. Quem passou por lá não esquece. Água límpida, não tem sequer marola. Água quente, muitas praias, mais de 300 ilhas. A gente começa a ver aquela região. Por que nós não desenvolvemos? Porque tem um decreto ambiental. E ele tem que ser revogado para que quase um bilhão de dólares sejam investidos. Já conversei com autoridades de fora do Brasil que querem investir na região”, revelou.

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